Terreno é usado como depósito de lixo

Espaço aberto, em Morro da Fumaça, recebe descarte de diversos resíduos sólidos que ocasionam, entre outros problemas, mau cheiro

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Tiago Monte

Morro da Fumaça

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Um terreno, que faz a ligação da Rodovia Genésio Mazon – no Anel de Contorno Viário – e a rua Caetano Cechinel (Picadão Paladini), se tornou um depósito de lixo a céu aberto. São materiais elétricos, sofás, geladeiras, fogão, pilhas, restos de oficina e até animais – vivos e mortos – despejados no local. “Estamos cansados de falar com o pessoal do Meio Ambiente sobre os resíduos sólidos. Está direto na estrada e gente dos outros municípios depositando itens”, denuncia Nelson Campos, que é trabalha na empresa Vando Cechinel.

Conforme Campos, a fiscalização municipal é inoperante. “Nós estamos cansados mesmo. As empresas que ficam aqui perto são caracterizadas pelos lixões. As cerâmicas têm como ponto de referência os lixões”, lamenta Campos.

Nelson sugere a criação de um espaço próprio para os descartes. “Eles não fazem nada. Pelo que eu sei, em Criciúma, tem um local onde as pessoas levam tudo que tu pensares que não presta. Aqui, a gente é carente e, por isso, o pessoal vem jogar aqui”, diz.

Fiscalização é tida como “complicada” 

Historicamente, o espaço recebe lixos sólidos. Conforme o presidente da Fundação de Meio Ambiente (Fumaf), de Morro da Fumaça, Natan de Souza, a fiscalização no local é bem difícil. “Ali é bem complicado e dá trabalho para a gente. Como é um terreno que fica em rodovia SC, já foi pego até pessoas de outros municípios jogando material ali. A fiscalização é complicada”, diz.

Natan diz que a identificação dos criminosos é dificultada pelos horários em que, geralmente, são descartados os resíduos. “O pessoal é ‘malandro’: muitas vezes, quem deposita sabe que está fazendo coisa errada e não deposita durante o dia. Levam sempre depois das 17 horas. Eles utilizam maneiras de dificultar a fiscalização”, comenta.

A fiscalização também é complicada pelo baixo número de efetivo no município. “É complicado. A gente tem um fiscal para atender 83 quilômetros quadrados de município e 17 mil habitantes. Não conseguimos mobilizar o fiscal para ficar diretamente ali. Temos outros pontos, à beira de rodovias ou barreiras desativadas, que tem descarte irregular de resíduos. Temos bastante dificuldade nessas áreas”, ressalta.

*A matéria completa está na edição deste final de semana do Tribuna de Noticias

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