Sul catarinense permanece em atenção para deslizamento de terra

Barreiras permanecem na Serra da Rocinha, à espera da pausa na chuva para retirada das pedras

SC-285 está bloqueada desde ontem (Foto: Divulgação/DNIT)
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O Sul catarinense permanece de olho nos potenciais estragos que as chuvas podem causar. A Defesa Civil renovou o mapa regional e 10 municípios estão em Atenção e outros 10 em Observação para o risco de deslizamento de terra. Entre os rios, mantém-se em alerta o Araranguá, apesar de ter baixado o nível durante a tarde de ontem.

A SC-285 está interditada desde ontem devido ao deslizamento de pedras em dois pontos da rodovia em Timbé do Sul, próximo à fronteira com o Rio Grande do Sul. De acordo com a concessionária que administra as obras de implantação, apenas na manhã de hoje, caso as chuvas não retornem, poderão iniciar os trabalhos para remoção das barreiras.

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A maior preocupação no mapa da Defesa Civil é com a Amesc. Além da alta do nível do rio Araranguá, a região é onde há mais municípios em Atenção para o deslizamento de terra: seis no total. Na Amrec, os municípios que estão em nível de Atenção são Criciúma e Içara. Forquilhinha, Morro da Fumaça e Nova Veneza permanecem em observação.

São quatro níveis de avaliados pela Defesa Civil em relação ao deslizamento de terra: em Observação, em Atenção, em Alerta e em Alerta Máximo.

O coordenador de monitoramento e alerta da Defesa Civil de Santa Catarina, Frederico Rudorff, pede que os moradores das regiões de risco mantenham o cuidado aos sinais de possíveis deslizamentos de terra. São eles: trincas em muros e paredes ou no próprio piso, inclinação de postes e árvores, água saindo do solo, geralmente barrenta, e algum barulho atípico.

“Se tiver algum desses sinais, a recomendação é de que saia o mais rápido possível da residência”, diz Rudorff. “E seguir as recomendações das defesas civis municipais que também recebem os alertas e cada uma tem o plano de contingência das áreas de risco”, completa.

Na região, o deslizamento de terra mais evidente foi na Serra da Rocinha, onde as pedras permanecem sobre a pista da SC-285. “A gente tem relatos de quedas de bloco também na Serra do Rio do Rastro, deslizamentos mais pontuais e nenhum atingindo residências”, afirma Rudorff.

A recomendação é para evitar transitar pelas rodovias, mas caso seja necessário, manter a atenção para possíveis quedas de barreiras. “Há interdições pontuais na Serra do Rio do Rastro”, alerta Rudorff.

Em relação aos rios, eles estão baixando desde o período sem chuvas de ontem à tarde, mas mantêm-se o monitoramento. A Defesa Civil estadual colocou o Araranguá em nível de alerta ontem, o terceiro mais grave na classificação, atrás apenas de Emergência, quando há o transbordamento.

No entanto, a previsão do tempo para hoje dá um alento para a região. “Previsão é de chuva mais fraca e pontual. Só a partir da tarde retorna a possibilidade de temporais. Fica o alerta, estamos com o monitoramento intensificado”, diz Rudorff.

Em Criciúma, as chuvas não trouxeram problemas até a noite de ontem. De acordo com o coordenador municipal da Defesa Civil, Dioni Borba, de hora em hora o monitoramento está sendo atualizado, especialmente para o nível do rio Sangão, que causou preocupação aos moradores devido à subida que apresentou entre segunda-feira e ontem.

“Tivemos casos apenas de obstrução de canais na cidade, mas resolvidos no mesmo momento. Nada fora da normalidade, sem famílias desabrigadas, desalojamento e pontos de alagamento”, explicou Borba. “Existe o monitoramento de hora em hora no rio Sangão para prever se houver algum alagamento”, conclui.

Mais além do rio Sangão, já em Forquilhinha, os moradores da Cidade Alta passaram o dia de ontem em alerta para o aumento do rio, que ficou poucos metros abaixo da ponte de acesso ao bairro, quase no limite com Criciúma. “Eu estava apavorada, mas deu uma baixada, graças a Deus”, disse uma moradora de 68 anos e que já teve a residência, mais no interior do bairro, invadida pela água em duas oportunidades.

No município, a maior atenção está mesmo no rio Sangão. “Estamos monitorando desde a noite de segunda-feira. No início da tarde de ontem começou a baixar”, diz o coordenador da Defesa Civil de Forquilhinha, Kau Arns. Com a previsão sem chuvas para hoje no município, a tendência é de que o rio consiga dar vazão ao Mãe Luzia. ”O Mãe Luzia não subiu muito e dá mais vazão ao Sangão. Como ele sobe rápido, ele desce rápido”, concluiu Arns.

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