Sul catarinense à espera de novas flexibilizações em meio à pandemia

Amrec pode ter a volta às aulas presenciais e retorno de parte de eventos em caso de regressão no risco de pandemia, que passa a adotar novos critérios

Foto: Divulgação
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Heitor Araujo 

Criciúma 

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Na última sexta-feira, o governo do Estado alterou o cálculo da matriz de risco de pandemia em Santa Catarina, sob a justificativa de que o coronavírus entra em uma nova etapa estadual, cuja atenção é em evitar que novos focos de surto aconteçam. Cinco regiões regrediram no nível de perigo, entrando no risco de pandemia alto e as demais 11 permanecem no grave; nenhuma está no gravíssimo.

O número de casos ativos na Amrec caiu consideravelmente no mês de setembro e novas aberturas ao isolamento social estão sendo aos poucos implantadas. Na semana passada, o colegiado de educação da Amrec esteve reunido com representantes do governo estadual para tratar da volta de atividades pedagógicas presenciais.

O governo do Estado divulgou portaria na semana passada liberando o retorno das aulas presenciais em regiões de risco alto: assim, poderiam retornar na Serra catarinense, uma das cinco que estão nessa matriz de risco. Na semana anterior, setores de eventos também foram liberados para as regiões nessas regiões de cor amarela no mapa estadual.

Em setembro, Santa Catarina registrou queda pela metade no número mensal de óbitos. De acordo com informações do governo estadual, foram 495 mortes decorrentes do coronavírus, enquanto em agosto foram 1.053. A Amrec segue a tendência estadual, apesar da queda ter sido menos acentuada: foram 58 óbitos no mês de setembro e 83 em agosto na região.

Em Criciúma, foi registrado um óbito neste mês de outubro: um homem de 82 anos, que faleceu na UTI na última quinta-feira. No entanto, após reavaliação de dados, foram computadas novas cinco mortes no município.

O número de casos ativos de infectados e também de internados em UTI no município continuam caindo: eram 372 casos ativos no dia 30 de setembro e ontem 290; em relação às internações, eram 25 em UTI no dia 30, sendo 10 de Criciúma, enquanto ontem apenas 17 pacientes, sendo 6 de Criciúma, estavam em leitos de terapia intensiva.

Em relação aos óbitos, setembro apresentou queda em relação a agosto e outubro tem média diária bem inferior aos dois meses anteriores. Em agosto foram 35 óbitos na cidade, o “recordista” de mortes desde o começo da pandemia; em setembro, caiu para 32 óbitos no mês.

Óbitos mês a mês em Criciúma

5 óbitos em outubro

32 óbitos em setembro

35 óbitos em agosto

19 óbitos em julho

3 óbitos em junho

5 óbitos em maio

4 óbitos em abril

Nos números atualizados, há 290 casos ativos de coronavírus no município. 6.374 contraíram a Covid-19, mas já estão recuperadas e permanecem em UTI 17 pacientes, sendo 6 de Criciúma. O município é o que mais teve óbitos no Sul catarinense, com 103 mortes até o momento.

Em Santa Catarina, o último boletim epidemiológico, divulgado ontem, aponta para 7.244 casos ativos de coronavírus. Um total de 218,6 mil catarinenses já foram infectados, sendo que 208,5 mil estão recuperados e outras 2.842 morreram vítimas do vírus.

“Dos 1.522 leitos de UTI existentes pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Santa Catarina, há 905 ocupados, sendo 202 por pacientes com confirmação ou suspeita de Covid-19. A ocupação é de 59,5% e há 617 leitos vagos atualmente”, informa o governo por meio de nota.

Essa diminuição dos casos ativos e consequentemente do número de internações, aliado ao aumento de oferta de leitos de UTI, fez com que o governo estadual lançasse novos critérios de avaliação regional de risco de pandemia.

A oferta de leitos de UTI não tem mais a preponderância para a definição dos status; é o que explica o secretário de Saúde, André Motta Ribeiro. “Compreendemos que o momento é outro. O gerenciamento tira um pouco o foco da ampliação da estrutura hospitalar catarinense, que já aumentamos consideravelmente, e passa a levar em conta o diagnóstico rápido, o monitoramento e o rastreamento dos contatos”, resume Ribeiro.

Assim, a secretaria de Saúde mantém-se alerta ao número de óbitos nas regiões, que pode ser um indicativo de subnotificação de casos de coronavírus, à quantidade de casos em proporção ao número de habitantes, à capacidade de vigilância epidemiológica e um novo padrão da avaliação do número de leitos.

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