SJSC e FENAJ repudiam agressões à equipe de TV em Florianópolis

A Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão (Acaert) e Associação Catarinense de Imprensa (ACI) também emitiram notas oficiais. Caso aconteceu na praia do Campeche

Reprodução
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Florianópolis

Uma jornalista da NSC TV e um cinegrafista da emissora foram ameaçados e sofreram agressões de populares que tentavam impedir o livre trabalho da imprensa nesta segunda-feira, dia 2, na praia do Campeche, em Florianópolis.

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O Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina (SJSC) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) manifestam solidariedade e apoio à repórter e ao repórter cinematográfico, que foram vítimas de agressões por parte de três pessoas.

Confira a nota oficial do sindicato e da Fenaj:

“Os profissionais estavam trabalhando, produzindo uma reportagem para o Grupo NSC sobre o movimento nas praias em um momento no qual é crescente o número de casos do coronavírus na capital catarinense, quando foram interpelados por pessoas que estavam na praia sem máscaras e não queriam ser filmadas.

Os dois homens autores destes atos insanos agarraram os profissionais, arranharam os braços da repórter, tentaram dar tapas para derrubar seu aparelho celular e ameaçaram quebrar a câmera utilizada pelo repórter cinematográfico.

A terceira envolvida, uma mulher identificada como professora, arrancou o aparelho celular das mãos da repórter e tentou escondê-lo. Depois, recuou, mas bradou em tom autoritário: “vou te devolver, mas tu não filma”.

As imagens disponíveis no youtube falam por si. Não se configurou, nas imagens captadas pelos profissionais, a violação da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem das pessoas, mas sim o registro, em ambiente público, uma praia, de pessoas desrespeitando todas as normas municipais e estaduais de prevenção individual e coletiva à contaminação pelo novo coronavirus.

Mais que isso, os responsáveis por estes atos cometeram os crimes de agressão, impedimento ao trabalho dos profissionais, cerceamento à liberdade de imprensa e atentado ao Estado Democrático de Direito.

Tão absurdas quanto as agressões físicas e verbais foram as manifestações de diversos outros populares – a maioria sem máscaras – apoiando as atitudes dos agressores.

Bárbara e Renato registraram Boletim de Ocorrência na 6ª Delegacia de Polícia de Florianópolis.

O Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina coloca sua Assessoria Jurídica à disposição dos colegas e exige das autoridades de segurança pública medidas para identificar e criminalizar os agressores.”

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