Região: vacinação contra poliomielite na região tem baixa adesão

Profissionais da Saúde alertam para a importância da vacina contra a doença que causa paralisia infantil

Foto: Arquivo
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Érik Borges

Criciúma

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Ela causa paralisia infantil e, dependendo do órgão que afeta, a poliomielite pode resultar em morte do paciente. Mas, felizmente há algumas décadas já existe vacina para combater esse vírus em todo o mundo. E ocorre em todo o país a campanha de vacinação contra a poliomielite, que visa atingir crianças com idade de um ano a menos de cinco anos. Só que na região, apenas 40% das crianças foram vacinadas até o momento. A campanha encerra no dia 30 deste mês.

“Infelizmente ainda estamos longe do ideal, porque a meta para a poliomielite é de 95%. Já tivemos uma conversa com todas as coordenadoras de Vigilância Epidemiológica da região  nessa segunda-feira e traçamos estratégias para maior adesão”, diz Janaína Bertan, enfermeira coordenadora epidemiológica da macrorregião de Criciúma.

Estratégias utilizadas

Entre as estratégias que serão intensificadas está a “extra muro”, que trata-se de vacinar as pessoas em diversos locais, com ambiente preparado para isso, como utilização de ambientes móveis (furgões) ou até mesmo salas preparadas em outros locais além das Unidades Básicas de Saúde (UBS).  “Acredito que essa baixa ainda se dá pelo medo das mães em relação ao Covid-19, embora a gente anuncie sempre que as equipes estão preparadas e mais pessoas estão trabalhando para evitar aglomerações”, relata Janaína.

Outra estratégia utilizada para atingir mais pessoas é a “busca ativa”, que significa ir até as residências, realizar telefonemas e auxiliar até mesmo no transporte para que os responsáveis levem as crianças para a vacinação. “Contamos com os agentes comunitários que realizam esse trabalho de aproximação. Eles detêm uma lista com os nomes de todas as crianças do cadastro que ainda necessitam ser vacinadas. A gente liga, bate na porta e ressalta a importância da vacinação”, destaca Janaína.

A expectativa é que pelo menos 80% da meta seja atingida até o fim da campanha. Do total de 20 mil crianças que precisam tomar a dose, apenas nove mil foram vacinadas. Já a multivacinação, que engloba 15 tipos de vacinas está com uma procura satisfatória. Embora ela encerre também no dia 30 oficialmente, é possível procurar as UBS para tomar a vacina em outras épocas do ano. Nesse caso, não há uma meta estabelecida.

Vacinação em Criciúma

Em Criciúma, apenas 32% da meta de vacinação contra a poliomielite foi alcançada. Isso porque o objetivo de vacinar 10 mil crianças de um ano a quatro anos e 11 meses, até o fim de semana, a adesão de apenas 3,5 mil crianças. As vacinas estão disponíveis em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município criciumense. “Os nossos dados são muito preocupantes. Criciúma ainda tem mais de 10 mil crianças a serem vacinadas. Já estamos na metade da campanha e ainda não atingimos metade das crianças vacinadas”, revela Kelli Barp Zanette, técnica do setor de imunização da Vigilância Epidemiológica de Criciúma.

De acordo com ela, um novo “Dia D” está sendo idealizado para vacinação em Criciúma. Isso faz parte das novas estratégias utilizadas para se aproximar da meta estipulada. “A nossa preocupação grande. Hoje a gente não vê mais o vírus circulando no Brasil porque os nossos responsáveis levaram a gente para vacinar. Para a gente ter o vírus longe, a cobertura vacinal precisa ser elevada. É um direito da criança ser vacinada e um dever dos pais vaciná-las”, ressalta Kelli.

Veículos disponíveis

Estratégias estão sendo estudadas pelos profissionais da Secretaria de Saúde do município para que esse número seja mais expressivo. De acordo com Kelli, veículos já estão disponíveis para buscar os responsáveis e as crianças, caso haja necessidade. “Principalmente em lugares mais distantes da UBS”, completa.

Multivacinação

A multivacinação nacional, que é direcionada a crianças e adolescentes de até 15 anos de idade tem a intenção de fazer com que a carteirinha de vacinação delas seja preenchida com todas as vacinas recomendadas pelo Ministério da Saúde.

Meningite

Uma vacina de alto custo e que está em estoque, aguardando a presença dos adolescentes na UBS é a CWY, que é voltada para a meningite. “Até o ano passado a gente só tinha ela disponível na rede privada. É uma vacina muito importante”, conclui Janaína.

 

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