Região Sul é a única com todos os níveis de rios normalizados

Responsável pela Epagri na Amrec e Amesc explica que proximidade com o mar foi fundamental para a incidência recente de chuvas

Lucas Colombo/Arquivo TN
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Érik Borges

Criciúma

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Apesar da estiagem que acomete Santa Catarina há meses, as regiões Carbonífera e Extremo Sul (Amrec e Amesc) são as únicas do Estado em que todos os rios apresentam nível de normalidade. Isso contrasta com a atuação situação de todas as outras regiões do Estado, que apresentam no mínimo um rio em situação de atenção ou alerta.

De acordo com o monitoramento do Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologias (Ciram), vinculado à Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), tanto o Rio Mãe Luzia, em Forquilhinha, a Foz Manoel Alves (Meleiro) e o Rio que corta o município de Ermo então dentro dos limites de normalidade.

A maior variação negativa aconteceu no rio que corta Forquilhinha, com diminuição de 30 centímetros nos últimos dias. “Essa variação se dá de forma natural, porque ocorrem chuvas isoladas em determinados períodos e localidades, enquanto em outras se mantém a estiagem. Isso impacta diretamente na variação dos rios”, explica o gerente regional da Epagri, Edson Borba Teixeira.

Segundo ele, na semana passada, o rio no município de Meleiro estava no nível de atenção, ou seja, um estágio abaixo do normal. “Mas com a chuva que ocorreu entre a sexta e sábado no município, normalizou a situação local”, conta Borba.

Proximidade com o mar ajuda

Um dos fatores que contribuem com a amenização dos efeitos da estiagem presente no Estado é a proximidade com o mar. Borba explica que por ser uma região litorânea, a umidade do mar se encarrega de formar precipitações na Amesc e Amrec. “O vento que traz umidade do mar faz com que a chuva venha e pare no paredão da Serra, fazendo com que a umidade fique na nossa região. São chuvas pontuais que ocorrem e ajudam a manter o nível dos rios”, diz Borba.

Em Timbé do Sul, que faz parte da bacia dos rios mais próxima da Serra apresentou média de chuva de 70 milímetros, resultando no abastecimento dos rios nas proximidades. “Chove nas encostas da Serra e dá uma amenizada na situação. Digamos que a situação é normal para a época do ano”, ressalta Borba.

 “Estiagem ainda vai muito longe”, diz Ronaldo Coutinho

A estiagem a nível de estado ainda vai muito longe. Essa afirmação foi feita pelo meteorologista Ronaldo Coutinho. Ele também ressalta que a previsão para os próximos dias é de pancadas de chuva isoladas amanhã (terça), enquanto na quarta-feira o tempo fica ensolarado novamente. Já a partir de quinta-feira, há tendência de chuvas fracas na região, podendo variar para tempo nublado. “Mas isso não ajuda. A gente precisa de uma chuva mais consistente e geral. Será mais uma semana em que o volume de chuva fica abaixo do esperado”, declara Coutinho.

O meteorologista Ronaldo Coutinho conta que uma frente fria está sobre o Estado. Porém, ela não trouxe chuva suficiente para corresponder à falta de chuva dos últimos meses. “Ela tá em cima da gente, mas é muito fraca. Para recuperar da estiagem no Estado como um todo, precisaria de 30% acima da média durante 10 meses seguidos com chuva regular. Mas isso é utopia”, diz Coutinho.

Situação grave no Estado

A situação mais grave está entre as regiões do planalto serrano em direção ao Oeste do Estado. Borba destaca que no Oeste, a falta de chuva tem castigado a região, principalmente próximo a Chapecó.

De acordo com o mapa de monitoramento, entre Joaçaba (meio Oeste) e Mondaí (Extremo Oeste), cinco rios estão no nível emergencial (o mais baixo da escala). Em todo o Estado, são 11 rios que se encontram nessa situação crítica.

 

 

 

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