Profissionais do Samu entram em greve em Criciúma

Motivados pela falta de pagamento do 13º salário, trabalhadores paralisaram as atividades na manhã de hoje

Foto: Guilherme Cordeiro/ TN

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Criciúma

Profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) entraram em greve hoje, desde às 6h, em Criciúma. A paralisação ocorre por tempo indeterminado e envolve algumas reivindicações, como a falta de pagamento do 13º salário, férias atrasadas e condições de trabalho precárias. A empresa responsável, Ozz Saúde, alega que aguarda valores serem repassados do Estado para pagamentos dos funcionários.

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Em Criciúma e região, cerca de 175 profissionais paralisaram as atividades nesta manhã. “Primeiro reivindicamos a falta de pagamento do 13º salário, falta de reajuste salarial há mais de três anos, temos alguns funcionários sem férias há mais de três anos e também as condições de trabalho, faltam materiais, equipamentos”, explica o diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde (Sindisaúde), Cléber Ricardo da Silva Cândido.

Ainda conforme o diretor do Sindisaúde, o cenário é positivo para greve. “Já estava ruim, mas fomos nos indignando no dia a dia. Notificamos empresa, o Estado, mas ainda não tivemos retorno, assim que eles solicitarem uma reunião, tiverem uma proposta, a gente vai levar para a avaliação da categoria, mas, a principio, não tem nenhum retorno deles”, acrescenta.

Embora a paralisação tenha envolvido inúmeros profissionais, o serviço não foi totalmente prejudicado. Cerca de 30% das atividades permanecem normais. “Pedimos que tanto o governo, como a Ozz, se sensibilizem para evitar a greve. Porque isso vai trazer prejuízos sérios para a população”, defende Cândido.

Ozz Saúde busca apoio do governo

Em resposta ao Jornal Tribuna de Notícias, a empresa afirma que a falta dos reajustes por parte do Governo de Santa Catarina, representa um débito de aproximadamente R$ 70 milhões em relação aos serviços que executa. “Atualmente a gente tem conversado com o Estado, que tem procurado nos apoiar. É uma reivindicação que buscamos negociar com todos os sindicatos através do nossa diretoria jurídica que está em conversação para evitar essa paralisação. É um efeito momentâneo por causa da Covid-19, houve um desequilíbrio financeiro do caixa da empresa, e já estamos apresentando para o governo há um tempo. Eles estão buscando uma solução o mais rápido possível, creio que nos próximos dias já vamos ter um retorno”, enfatiza o diretor executivo da Ozz Saúde, Eduardo Flávio Zardo.

Ainda conforme Zardo, o diretor jurídico da empresa Ozz Saúde está em Santa Catarina buscando negociar e conscientizar os profissionais para que voltem atrás quanto à paralisação. “Nós vamos até o último minuto tentar convencê-los a não tomar uma medida tão radical nesse momento que passa o Estado e o país. Mas, a gente também depende uma posição favorável por parte do governo. Nós já apresentamos uma série de despesas que tivemos por solicitação da própria secretaria e, até agora, não foram pagos esses valores. Com esse quantitativo, nós conseguimos pagar todas as dívidas que estão aí atrapalhando esse finalzinho de ano dos profissionais”, finaliza o diretor executivo.

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