Profissão: professor. O sonho que se tornou realidade

Mesmo com todos os desafios de um ano marcado pela pandemia do coronavírus, os docentes mantêm vivo o sonho que os levou até a sala de aula

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Tiago Monte

Criciúma

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O dia 15 de outubro é reservado para homenagearmos aqueles profissionais que são os responsáveis pelo desenvolvimento da educação e do conhecimento no país. Desde a educação infantil até o ensino superior, os professores têm um papel fundamental na formação dos cidadãos. É uma das profissões mais importantes do mundo. Afinal, sem os docentes, a transmissão de conhecimento e a correta aprendizagem seriam praticamente impossíveis.

A origem da comemoração vem de 1827, quando o imperador D. Pedro I instituiu um decreto que criou o Ensino Elementar no Brasil. Foi a criação das escolas primárias em todas as cidades do país. A partir daí, os professores se tornaram fundamentais na sociedade. O Dia do Professor foi oficializado em 1963. Para muitos, inclusive, a profissão é mais do que um simples trabalho. É uma vocação. “Todo mundo que convive com a gente sempre diz: ‘acho que eu não teria jeito para ser professora’. Isso pela forma como a gente se envolve, se dedica e está sempre estudando e pesquisando. A gente sempre busca novos conteúdos e aperfeiçoamento. Isso é uma vocação”, diz Juliana Kaminski, de 38 anos, professora do Ensino Municipal de Criciúma.

Ela dá aula há três anos e trabalha com alunos do primeiro ano do Ensino Fundamental. Na rede privada, Juliana trabalha com alunos do quinto ano – entre 10 e 11 anos de idade. “Sempre foi um sonho. Desde pequena, minha brincadeira preferida era ser professora na escolinha. Eu tinha os meus alunos de ‘faz de conta’ e as minhas brincadeiras sempre envolviam esta prática. Eu tinha meu quadro, que meus pais deram de presente, então eu dava as minhas aulas, encaminhava tarefa, tudo como na vida real”, conta a professora.

Busca por uma maior valorização

Hoje, os desafios mudaram e Juliana busca uma valorização maior – especialmente financeiramente – para a profissão. “A gente sai da escola, mas a escola não sai da gente. A gente leva tarefa para casa e está sempre preparando, planejando, corrigindo e montando as aulas. Não é uma profissão em que tu encerra o expediente e só volta no outro dia”, comenta.

Por outro lado, Juliana acredita que o reconhecimento está em uma crescente. “Em uma época, quando eu comecei, éramos pouco valorizados. Enquanto sociedade, agora está melhorando. A direção da escola tem nos reconhecido mais, somos valorizados. Agora temos o dia do professor como recesso e em gratificação por tudo o que a gente faz e contribui”, enfatiza.

Quem engrossa o coro é Kariane do Nascimento Pavan da Silva. Ela tem 27 anos e leciona no município de Içara há quatro anos. Professora da Educação Infantil (3 aos 5 anos e 11 meses) e Fundamental até o quinto ano (6 anos até 11 anos), a docente acredita que a profissão ainda está longe da valorização ideal. “Eu assisti a alguns cursos que mencionam outros países e tirei dúvidas para a filha de uma colega que mora em Portugal e senti que estamos longe, por diversos aspectos. A formação foi desvalorizada. Na graduação, muitos alunos dizem que estão fazendo licenciatura até ‘arrumar coisa melhor’. Não estão ali porque querem, se tornam profissional frustrados e não oferecem serviço de qualidade”, lamenta.

Para Kariane, lecionar, no Brasil, é um ato de resistência. “Analisando hoje o Brasil, onde a política é uma piada, o crime compensa, a educação é um ato de resistência”, dispara.

*A matéria completa está no jornal Tribuna de Notícias desta quinta-feira

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