Plafatorma Sul do Balneário Rincão segue sem futuro definido

Destroços ainda estão sendo retirados da faixa de areia, enquanto estrutura que não desabou não tem projeções

Foto: Divulgação
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Após um mês e meio do desabamento de parte da estrutura, a plataforma sul do Balneário Rincão continua com o futuro incerto. Parte da edificação construída no mar está intacta e não corre riscos de cair. Os destroços que restaram sobre a areia ainda não foram totalmente retirados, já que a prefeitura do município não conta com todos os equipamentos necessários para o desempenho. Um processo licitatório será aberto para a definição da empresa que prestará o serviço.

“Ainda estamos regularizando a situação para a empresa entrar. Acreditamos que em menos de 15 dias isso já esteja resolvido. Depois, esperamos que até o final de novembro a vencedora da licitação já conclua as obras”, declara Manoel Vieira de Vargas, secretário de Infraestrutura do Balneário Rincão. Um dos itens essenciais para a retirada dos entulhos é uma escavadeira hidráulica, aparato que o Governo Municipal não dispõe.

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Estima-se que o total de material demolido com a queda da plataforma sul chegue aos 800 metros cúbicos. Os rumos da edificação que restou estão repletos de dúvidas, porém, há uma certeza: será impossível reconstruir a plataforma, principalmente, por motivos jurídicos.

“Todos aqui são unânimes em afirmar que não tem como refazer a estrutura. Até legalmente eu acredito que não será mais possível. Teria que constituir uma associação de novo, já que a antiga associação está dissolvida. Que eu saiba, não existe ninguém que tenha interesse em assumir aquilo. O Governo Federal nem iria liberar, porque o SPU com relação às áreas marinhas está sendo bastante rigoroso e não está mais deixando construir nada”, destaca Nestor Back, engenheiro civil da Secretaria de Infraestrutura do município.

Um estudo no final de 2019 foi realizado para avaliar a estrutura. Concluiu-se  que a parte mais comprometida realmente era a que desmoronou. A outra ainda mantinha certa resistência. Há uns anos atrás, uma determinação do Ministério Público determinou a demolição das duas plataformas do Balneário Rincão, fato reavaliado posteriormente. “Felizmente uma juíza de Criciúma conseguiu uma liminar que fez com que isso fosse voltado atrás e tirasse essa obrigatoriedade de demolição. A plataforma da Zona Norte não tem qualquer possibilidade de desmoronar”, afirma Back.

No momento, a prioridade da prefeitura é limpar a área para que, com a chegada do verão, banhistas não fiquem sujeitos a ferimentos. Depois, será avaliado qual será o futuro da parte que permanece intacta. “Se trata de uma propriedade particular, por isso ainda não sabemos qual será o destino. O que queremos é que ninguém tenha mais prejuízos”, arremata o engenheiro.

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