Paraplégica, içarense precisa de doações para comprar cadeira de rodas

Mulher necessita de R$ 4,5 mil para adquirir o equipamento, que a deixará com condições de poder sair de casa

Foto: Guilherme Cordeiro / TN
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A içarense Elizandra Policarpo Francisco tinha uma vida comum até setembro de 2016. Ela trabalhava como esteticista de banho e tosa, balconista e fazia faxinas para completar a renda. Tinha um namorado e gostava de ver os amigos sempre que possível. Contudo, um grave acidente de trânsito mudou por completo a vida da jovem há quatro anos. Quando estava voltando para casa após um dia de trabalho, Elizandra foi atropelada por um automóvel e ficou paraplégica.

“Eu estava de bicicleta. O carro entrou na contra-mão, do outro lado vinha um caminhão, ele invadiu o acostamento e me pegou de frente. Eu caí com a cabeça no asfalto. Fui obrigada a sentar, e no que eu sentei, a medula entrou na coluna e esmagou”, recorda. A partir de então, ela não sentiu mais os movimentos do peito para baixo, conseguindo mover apenas os braços e a cabeça. À época, Elizandra tinha 32 anos.

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O motorista que a vitimou não teve como fugir do local. Ele precisou parar, por estar na contra-mão. A acidentada conta que o homem até chegou a visitá-la no hospital, mas se eximiu da culpa. “Ele disse que não tinha o que fazer, e ficou por isso. Depois, ele me doou um saco de fraldas quando eu estava internada”, afirma.

Prejudicada, Elizandra decidiu entrar na justiça contra o autor, mas a demora para a definição do processo a faz ter poucas esperanças. “Ele não compareceu às audiências, foi julgado por revelia. A juíza pediu uma perícia, mas eu não consigo me deslocar até Tubarão, que foi onde aconteceu o acidente. O INSS ficou de passar isso para eles, e nisso continuamos na espera”, conta.

Elizandra não recebeu nenhuma indenização até o momento. Sem ter condições de trabalhar, ela conseguiu a aposentadoria por invalidez, de onde tira o sustento para pagar as despesas. Atualmente, a içarense mora no Balneário Rincão, no distrito de Barra Velha, ao lado da mãe, faxineira, e do padrasto, motorista de ônibus. Ela fica deitada na cama durante a maior parte do tempo. Sem ter uma cadeira de rodas elétrica, é impossível sair de casa, por conta das más condições das estradas e calçadas.

Em média, são R$ 600 em remédios e R$ 400 em fraldas todos os meses. A acidentada lamenta que para cadeirantes, tudo acaba ficando mais caro. “Para comprar uma cadeira de rodas é R$ 3 mil, R$ 5 mil e até R$ 8 mil. Não é fácil para a gente”, informa. A única ocasião em que ela sai de casa é para, uma vez por semana, fazer fisioterapia, em Içara. Todas as quartas-feiras um carro da Secretaria de Saúde a busca e a leva até a clínica.

Elizandra não tem condições financeiras de fazer outros tipos de tratamento, que poderiam dar uma sobrevida aos movimentos do corpo. Meses atrás ela até chegou a criar uma rifa solidária, mas com a pandemia do novo coronavírus, parou de vender os bilhetes. Até o momento, conseguiu arrecadar um pouco mais de R$ 1 mil. Se atingir R$ 4,5 mil, ela poderá comprar uma cadeira de rodas elétrica, de um outro deficiente físico que está vendendo o equipamento.

Existe um tratamento que pode fazê-la voltar a andar, mas o alto custo a impede, atualmente, de sonhar com isso. “São por células-tronco, já até falei com um médico. Ele disse que cada aplicação custa 5 mil dólares. Com três aplicações a parte cervical volta a funcionar e com o tempo as pernas voltam a se mexer”, afirma. “Uma amiga minha, também paraplégica, fez esse tratamento e recuperou os movimentos. Hoje ela já consegue andar com a ajuda de um andador”, destaca.

A medicina aponta que mesmo depois de quatro anos, ainda faz pouco tempo em que Elizandra sofreu o acidente, possibilitando uma reabilitação. Com as doações ela pretende, um passo de cada vez, reconstruir a vida. Primeiro, a prioridade é ter condições de sair de casa, utilizando uma cadeira elétrica. E depois, se tudo der certo, investir no tratamento de células-tronco para, com esforço, voltar a andar.

Como ajudar:

Caixa Econômica Federal

Agência: 1785

Operação: 013

Conta: 00075897- 7

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