Dia do Médico: Os desafios em um ano inesperado

Considerados os grandes heróis de 2020, profissionais comemoram o dia 18 de outubro com um sentimento especial. Busca pela valorização da função é permanente e desafiadora

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Tiago Monte

Criciúma

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Nenhuma outra profissão foi tão falada em 2020 quanto à medicina. Em um ano marcado pela pandemia do coronavírus, eles são considerados os grandes heróis contemporâneos. Por isso, o Dia do Médico, comemorado neste domingo, terá um gosto ainda mais especial. Afinal são muitos dias e noites em busca de conhecimento para salvar vidas. A maioria das vezes com sucesso. “La no começo (da pandemia), eu acordava às 7 horas e dormia pelas 3 horas do outro dia. Sempre lendo artigos para poder apresentar logo em seguida. A gente participou de todos os treinamentos. Tinha muita cobrança no começo. Foi algo bem desproporcional ao que estamos acostumados”, lembra Mônica Junkes, médica especializada em infectologia e responsável pelo setor no Hospital São Donato e no município de Içara.

Ela esteve desde o início no enfrentamento da Covid-19 e conta quais foram os desafios deste ano. “Para nós, infectologistas, pesou muito. A gente definiu muitas condutas com uma doença nova para nós e para todo mundo. O infecto assumiu um papel de responsabilidade técnica para suspensão de atividades escolares e esportivas, por exemplo. O infecto, nesse momento, ajudou diretamente nas definições e atuou muito”, comenta.

A responsabilidade profissional se multiplicou. Assim como a exposição frente a todas as pessoas. “Tivemos que definir planos, estruturas e muitos protocolos. É um ano de muita exposição dos médicos, em geral, mas dos infectologistas ainda mais. Nunca demos tantas entrevistas, por exemplo. Até então, não tínhamos tanta participação nas decisões perante a sociedade. Participávamos muito de decisões intra-hospitalares, mas agora precisamos participar frente à sociedade – na parte de fechamento e restrição de atividades, inclusive”, diz.

Além disso, a necessidade de atualização de conhecimentos foi ainda maior. “No começo da pandemia, a gente teve que ler muito, principalmente, porque todo mundo queria orientações. A gente estava aprendendo muito também. Então foi um tempo de ficar lendo muitos artigos, até tarde da noite, para dar palestras e falar algo. Foi um ano bem puxado”, ressalta.

*A matéria completa está no jornal Tribuna de Notícias deste final de semana

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