Onda de Covid-19 cresce na região

Números de internações, no Hospital São José (HSJ), seguem aumentando. Na Unimed são mais de 200 atendimentos diários com suspeita da doença

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Tiago Monte

Criciúma

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Os moradores de Criciúma e região devem redobrar a atenção com a infecção por Covid-19. Os números de pessoas infectadas pela doença estão próximos dos mesmos níveis preocupantes dos meses de julho e agosto. Atualmente, o Hospital São José (HSJ), em Criciúma, conta com 67 pacientes internados e 81,4% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Sistema Único de Saúde (SUS) ocupados. Apenas na UTI, são 22 pessoas internadas: 20 confirmados e dois suspeitos. Em clínicas são 23 confirmados e 22 suspeitos “Chegamos a ter 74 pessoas internadas, no total, e, naquele momento, no pico dos números, tínhamos quatro UTI’s de Covid-19. Agora estamos com três”, comenta o diretor técnico do HSJ, Raphael Elias Farias, em entrevista à rádio Som Maior.

A quarta UTI do São José não está aberta por falta de técnicos de enfermagem. “Então, fica o aviso de que, se tiver algum técnico que queira trabalhar no Hospital São José, precisamos de pessoas para repor o quadro”, afirma o diretor. Há a expectativa é de que, com os técnicos já a postos, o hospital habilite mais 10 leitos de UTI na próxima semana.

A ocupação de leitos do Hospital São José (HSJ) está próxima do nível máximo. “Ainda temos leitos disponíveis, mas estamos nos encaminhando para aquele momento de pico, como tivemos em julho e agosto, quando o sistema chegou ao limite”, pontua Raphael. O médico percebe um relaxamento da pessoas no combate à doença diariamente. “Seja em reuniões de família ou em festas de grupos de amigos. Tem que haver uma contenção da sociedade neste sentido de transmissibilidade”, ressalta.

Semana com maior positividade desde março

O hospital da Unimed também está com o número de atendimentos próximo aos meses de junho, julho e agosto. São mais de 200 pessoas buscando consultas, no Pronto Atendimento, com suspeita de Covid. O laboratório da instituição sinaliza que esta é a semana com maior positividade desde 16 de março. A expectativa é que, nos próximos 10 a 15 dias, os hospitais terão a lotação máxima, incluindo nas vagas reservadas ao SUS.

Os hospitais de Criciúma, na maioria, se sustentam com nove leitos. Desta forma, são abertas a segunda, terceira ou quarta UTI. O hospital da Unimed tem capacidade para três UTIs. Atualmente, são duas e não estão lotadas totalmente. A Enfermaria tem mais 100 leitos para serem ocupados, caso seja necessário.

Restrições ainda não são especuladas

Uma reunião entre os prefeitos da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec) está agendada para a próxima segunda-feira. Entretanto, serão tratados vários assuntos e não apenas possíveis novas restrições nas cidades, devido ao grande aumento nos casos de Covid-19. “Não há nada para tratar disso. Não ficou definida uma reunião específica para isso. Haverá, sim, uma reunião com os prefeitos, com convocação para a próxima segunda-feira, e por certo esse assunto deve ser tratado. Porém, esse item não foi colocado como prioridade”, explica o diretor executivo da  Amrec, Giovanni Dagostin.

Mais de 1000 casos ativos em Criciúma

O balanço divulgado, no final da tarde de ontem, pela Vigilância em Saúde, mostra 109 pessoas internadas por coronavírus – e suspeitas – em Criciúma. São 29 pacientes confirmados e internados em UTIs – somando os moradores da cidade e os residentes em outros municípios – e 46 confirmados internados em clínicas, também levando em consideração os criciumenses e pessoas de outras cidades.

Os suspeitos hospitalizados são oito em UTIs e 26 em clínicas. O número é de moradores de Criciúma e outras cidades. São mais de 1000 casos ativos na Capital do Carvão – mais precisamente 1.029 – e 344 suspeitos. Até agora são 115 óbitos computados desde o início da pandemia.

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