Novas portarias do Estado não atingem a Amrec

Cinemas, teatros e bibliotecas estão liberados para abrirem nas regiões com status de pandemia em risco alto

Foto: Arquivo / TN
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Santa Catarina flexibiliza pouco a pouco o regramento para as atividades sociais. Ontem, o governo do Estado lançou duas portarias que tratam do funcionamento dos estabelecimentos culturais: as regiões em risco potencial de pandemia moderado ou alto poderão abrir cinemas, teatros e bibliotecas.

Outra novidade da pandemia no Estado foi a divulgação do mapa de risco regionalizado. Pela primeira vez desde junho não há nenhuma região com a cor vermelha (gravíssimo). À exceção do Extremo Oeste, que está com risco alto (cor amarela), todas estão em grave (cor laranja).

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Portanto, na prática, apenas o Extremo Oeste terá liberação para a abertura de cinemas, teatros e bibliotecas, com restrição e medidas de segurança determinadas pelas portarias 737 e 738.

Alerta

Apesar da regressão das regiões no mapa estadual e as flexibilizações anunciadas nos últimos dias, o secretário de Saúde do Estado, André Motta Ribeiro, alerta para a população manter os cuidados com a pandemia.

“Não significa que a pandemia acabou, pelo contrário. Temos que continuar com as ações recomendadas e lembrando que questões como o distanciamento e o isolamento dos casos são fundamentais para que as regiões que hoje estão em estado grave possam avançar nesse enfrentamento”, afirmou.

As portarias lançadas recentemente – que incluem também liberação de templos religiosos, além das duas de ontem – foram encaminhadas pelo governo do Estado para consulta com a Federação Catarinense dos Municípios (Fecam).

O diretor executivo da Amrec, Giovanni Dagostin, participa dessas avaliações. Segundo Dagostin, está em debate a possibilidade da volta da educação infantil na esfera privada no Estado, mas também debate-se em quais regiões poderia ocorrer o retorno.

“Vai depender do grau de risco. Se fosse pela portaria colocada para a nossa avaliação, ainda não seria o caso (da permissão) da volta na Amrec por causa do risco grave. Provavelmente a portaria terá o retorno gradual para as regiões de alto a moderado”, disse.

No Sul do Estado, tanto a Amrec quanto a Amesc permanecem na avaliação de risco de pandemia grave (cor laranja) no mapa estadual, atualizado ontem.

Produtores de eventos da região mostram-se insatisfeitos com a impossibilidade do retorno de atividades de alguns setores por conta da matriz de risco e realizaram uma manifestação pedindo a liberação geral na última terça-feira.

Números da pandemia

Em Criciúma, estão ativos 437 casos de Covid-19: foram 6.310 infecções no total, sendo 5.782 já curadas. No município morreram 91 pessoas vítimas do coronavírus; o último óbito registrado foi ontem, um homem de 78 anos que estava internado em UTI.

Ainda no município, 22 pessoas estão internadas em UTI, contando rede privada e pública. Outras 29 estão internadas em clínica, de acordo com boletim epidemiológico divulgado ontem à noite.

A Região Carbonífera, até ontem, tinha 782 casos ativos, num total de contaminados de 13.480 e 12.507 já recuperados. São 189 óbitos: depois de Criciúma, Urussanga e Cocal do Sul são as cidades com mais mortes, 15 cada.

 

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