Na Amrec, 391 servidores públicos receberam o auxílio emergencial

Levantamento foi realizado de forma conjunta pelo Ministério Público de Contas de Santa Catarina e Controladoria-Geral da União

Foto: Arquivo/ TN
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De acordo com o levantamento realizado de forma conjunta pelo Ministério Público de Contas de Santa Catarina (MPC/SC) e Controladoria-Geral da União em Santa Catarina (CGU-SC), cerca de 391 servidores públicos da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec) estão na lista dos beneficiados pelo auxílio emergencial, projeto do Governo Federal.

Criciúma disparou e teve 250 funcionários na lista. Logo atrás vem Içara com 38 servidores e Forquilhinha com 30. O único município que não teve nenhum contemplado foi Treviso. Em Santa Catarina, com base nas folhas de pagamento do mês de maio deste ano, 8.486 servidores públicos municipais receberam o auxílio emergencial.

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Veja detalhadamente os municípios da Amrec: 

Balneário Rincão 17
Cocal Do Sul 13
Criciúma 250
Forquilhinha 30
Içara 38
Lauro Müller 9
Morro Da Fumaça 8
Nova Veneza 5
Orleans 4
Siderópolis 8
Urussanga 9

 

Orientação é que servidores devolvam valores recebidos indevidamente 

O Ministério Público de Contas de Santa Catarina (MPC/SC) e a Controladoria-Geral da União em Santa Catarina (CGU/SC) encaminharam ofício aos 254 municípios do Estado nos quais há servidores que receberam o auxílio emergencial, previsto pela Lei 13.982/2020. A orientação dos órgãos de controle é para que todos os servidores que tenham recebido o dinheiro de forma irregular devolvam os valores aos cofres públicos. MPC/SC e CGU/SC também pedem aos gestores públicos responsáveis pelos servidores de prefeituras, câmaras e institutos de previdência que encaminhem, num prazo de 20 dias, informação acerca das providências adotadas para correção da situação.

Levantamento realizado de forma conjunta pelos órgãos revelou, com base nas folhas de pagamento do mês de maio deste ano, que 8.486 servidores públicos municipais receberam o auxílio emergencial.

O trabalho feito em parceria pelo MPC e CGU começou há alguns meses, quando solicitamos aos municípios que nos encaminhassem nome e CPF dos servidores municipais que estavam na folha de pagamento de maio. À época, solicitamos os dados de efetivos, comissionados, estagiários e dos servidores de cargos eletivos também. Uma força-tarefa foi criada no MPC para cobrar o envio das informações por parte dos municípios. Por fim, conseguimos os dados de 92% dos servidores municipais de Santa Catarina. Alguns órgãos não enviaram as informações até hoje. Após o levantamento, a CGU realizou o cruzamento com o banco de dados do Ministério da Cidadania, e chegamos ao triste resultado de mais de 8 mil servidores”, explica a Procuradora-Geral de Contas, Cibelly Farias.

Após esse resultado, os dois órgãos decidiram enviar um ofício aos gestores de forma conjunta. Primeiramente, informando sobre a existência de servidores na lista de beneficiados e solicitando que os gestores orientem essas pessoas a devolverem os valores recebidos indevidamente. Outro pedido nosso foi um retorno dos gestores informando as providências tomadas. Como o ofício foi enviado em 13 de outubro e demos prazo de 20 dias, devemos começar a receber as respostas no início de novembro”, completa o Coordenador da CGU/SC, Orlando Vieira Junior.

De acordo com § 5º, do art. 2º, da Lei 13.982/2020, são considerados empregados formais – portanto, sem direito à percepção do referido auxílio emergencial – os agentes públicos, independentemente da relação jurídica, inclusive os ocupantes de cargo ou função temporários ou de cargo em comissão de livre nomeação e exoneração e os titulares de mandato eletivo.

Assim, os atos de solicitação e de recebimento do Auxílio Emergencial Covid-19, por meio da declaração de informações falsas em sistemas oficiais de solicitação do benefício podem configurar os crimes de estelionato e de falsidade ideológica, disciplinados respectivamente nos arts. 171 e 299 do Decreto-Lei n.º 2.848, de 07.12.1940 (Código Penal), além de caracterizar possíveis infrações disciplinares previstas na lei estadual e municipal.

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