Morro da Fumaça: Tráfego pesado incomoda moradores

Caminhões bitrens e carregados com areia circulam em área proibida, no Centro de Morro da Fumaça, e atrapalham a rotina local

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Tiago Monte

Morro da Fumaça

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Imagine acordar diariamente, às 5h30min, devido ao barulho ocasionado pelo tráfego de caminhões pesados na esquina da sua casa? Pois é exatamente isso que acontece na área central de Morro da Fumaça. Mais especificamente nas ruas José Cechinel e Vanteiro Margotti. Os moradores são perturbados, dia após dia, pelo tráfego proibido de veículos pesados. “Dependendo do dia é insuportável. Eles começam às 5h30. No máximo, 6 horas já tem trânsito. Às vezes até umas 5 horas já inicia. A gente acorda cedo. Se não fossem os caminhões, não aconteceria isso. Tem as motos e os carros que fazem barulho também, mas é suportável. Agora, os caminhões não têm como: é muito barulho”, desabafa Pedro de Farias Graciano, morador da localidade.

Há placas que indicam a proibição do tráfego de alguns veículos, mas os motoristas de caminhão ignoram os alertas e continuam passando normalmente pelas ruas. Um desvio seria efetivado no dia primeiro de setembro, pela prefeitura, mas não foi inaugurado. “Eu não quero desmerecer o trabalho dos caminhoneiros e nem marginalizar ninguém, eles precisam ganhar o ‘pão’ deles, mas é difícil suportar eles passando em frente da nossa porta. É complicado”, pontua Pedro. “Concordo que eles devem transitar, mas precisa ver por onde que passam. Tem que respeitar os moradores e tomar uma providência. O barulho é insuportável”, completa o morador.

A circulação dos veículos prejudica, inclusive, a estrutura dos prédios e casas que ficam nas imediações da esquina das ruas José Cechinel e Vanteiro Margotti. “Está desprendendo as pastilhas que coloquei para adornar. Já faz algum tempo que eu fiz, mas se não tivessem passando os caminhões, elas estariam intactas ainda. Tem algumas rachaduras e trinques. Nada muito largo, mas algo que não deveria estar acontecendo e é tudo por conta da vibração. A calçada também está toda rachada e tem a ver, com certeza, com os caminhões pesados passando ali”, pontua Pedro.

Problema é histórico e sem resolução   

O morador não culpa a atual administração pelo problema, porém, cobra uma solução para o caso, visto que ele tem prejuízos financeiros, inclusive, com o caso. “Não tem que classificar administração nenhuma, porque depende de outras situações. Desde antes do Noi (Coral, prefeito de Morro da Fumaça) existia isso e nunca resolveram nada, mas é difícil tu alugares uma sala, se não baixar quase pela metade do preço. Eu já cheguei a cobrar mil reais de aluguel. Hoje é 600 ou 700 reais. Quer dizer: quem paga a minha despesa?”, cobra o morador.

Pedro já esteve na prefeitura, acompanhado de alguns vizinhos, mas saiu de “mãos abanando”. “Ele disseram que não tem como tomar providência nenhuma. Fizemos abaixo-assinado, mas a prefeitura disse que estava difícil de resolver a situação”, comenta.

Desvio será ativado em outubro

Ciente do problema, o diretor do Departamento Municipal de Trânsito (Demutran), Willian Bruning, diz que o desvio deve ser inaugurado no dia primeiro de outubro, mas valerá apenas para caminhões bitrem. “O caminhão normal, que carrega areia, e o truck vão continuar, momentaneamente, passando por ali”, comenta.

A pandemia do coronavírus causou atraso nas obras do novo desvio, que será feito pela localidade de Capim Graxa. “O desvio será feito pela rua Júlio Coral, no Capim Graxa. Está sendo feito alargamento das vias, será colocado material para dar bastante aderência nas carretas que sobem. Os bitrens vão desviar por ali. A pista ficando boa, a gente tem pretensão, logo em seguida, de passar todos os caminhões pesados por ali, para tirar do centro. Mas, em um primeiro momento, será apenas os bitrens”, esclarece Willian.

Para o diretor, o trânsito estará totalmente desviado do centro ainda em 2020. “Depois que a rua for avaliada em dias de chuva, se der tudo certo, o desvio estando legal, com aderência, a gente pretende colocar todo o trânsito pesado por ali. Ainda nesse ano”, comenta.

As condições climáticas podem adiar a conclusão da obra. “Em primeiro de outubro, deve entrar o decreto 155, mas temos 10 dias de chuva. Para a semana que vem devemos ter mais chuva. Isso atrapalha. Dependemos do tempo também, mas estamos tomando medidas para tentar fazer tudo o mais rápido possível e cumprir o prazo”

Wiliian justifica que a economia do município também depende dos caminhoneiros, por isso, a administração está buscando uma solução boa para moradores e trabalhadores. “A nossa cidade depende disso também: transporte de areia e materiais. Se os caminhões precisarem fazer uma rota muito extensa, fica inviável eles buscarem aqui no município. Eu acredito que o caminhão incomoda mesmo. Ele para na sinaleira, arrancam e, quando estão carregados, fazem mais barulho ainda. Mas estamos buscando um meio termo para ficar bom para todo mundo”, finaliza.

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