Maracajá: prefeitura esclarece não utilização de aparelho ultrassom

Qualidade de imagem é inferior aos exames realizados em clínicas conveniadas, por isso não há relação custo beneficio para o município manter o aparelho em uso

Foto: Divulgação
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A administração municipal de Maracajá esclarece à população o motivo pelo qual um aparelho de ultrassom,adquirido em 2010, segue sem uso no Cemasas. O referido equipamento por alguns anos foi utilizado para a realização de exames periódicos, mas no momento está guardado em uma das salas da unidade.

Segundo o clínico geral Sérgio Koloszwa, um dos médicos que atende no Cemasas, o equipamento não proporciona imagens de qualidade e com as novas tecnologias existentes no mercado, ele acabou ficando ultrapassado. “As clinicas conveniadas possuem equipamentos de qualidade superior o que faz a diferença no momento do diagnostico, não tem porque manter esse ultrassom em uso”, explica.

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Para o médico clínico geral, Frank Sanchez Mendoza, o aparelho está defasado e não deve mais servir como base para exames, principalmente em casos mais urgentes. “O Cemasas tem uma estrutura de qualidade com materiais e grande parte dos equipamento utilizados em atendimentos de urgência, mas este aparelho de ultrassom não se enquadra”, informa.

O chefe do Departamento de Saúde, Diogo Copetti, explica que o equipamento já foi submetido a leilão por duas vezes, por não ter mais utilidade no departamento, mas não houve lance mínimo.

Quanto ao tempo de espera para a realização dos exames e o retorno dos resultados, quando o aparelho de ultrassom estava em uso havia uma longa fila de espera, gerando reclamações da população e dos colaboradores pela qualidade e tempo dos resultados.

“Quando começamos a trabalhar com as clínicas conveniadas conseguimos reduzir consideravelmente essa fila e o tempo para o resultado ser liberado, sendo mais rápido do que quando realizávamos os exames aqui”, destaca do diretor do departamento.

Analisando a relação custo benefício para a município, além de não ser preciso nas imagens e consequentemente no diagnóstico, a utilização do aparelho acarretaria um custo maior do que o investimento empregado hoje com as clínicas conveniadas.

“Teríamos que contratar um médico apenas para realizar os exames, além de todo o material específico para a disponibilizar o resultado, como impressoras, papel para a impressão de imagens e do laudo, dentre outros custos diretos e indiretos, isso acarretaria num investimento maior ao setor, para um serviço sem qualidade”, finaliza Diogo.

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