Içara: um case de sucesso econômico 

Apesar de ser o quarto município em população do Sul do Estado, Içara está perto de se tornar a segunda maior economia da região 

Lucas Colombo / Arquivo TN

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Gustavo Milioli/Especial 

Içara 

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Ano após ano, Içara vem se consolidando com uma das economias mais fortes do Sul catarinense. Na evolução do Valor Adicionado, que é a soma de todas as riquezas produzidas no município, a Capital do Mel saltou de R$ 681 milhões, em 2012, para R$ 1,504 bilhão no último ano, representando um aumento de 120% neste período. Como comparação, Tubarão, que tem a segunda maior economia do Sul do Estado atualmente, cresceu menos de 30% no mesmo lapso de tempo. Com esse panorama, projeções indicam que Içara se concretize na vice-liderança da economia regional em até dois anos.

O bom momento é exposto nas estatísticas de geração de emprego. De janeiro a novembro de 2020, Içara teve um saldo positivo de 1.202 vagas, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED). O resultado é quase o dobro a mais em relação ao segundo município da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec) mais bem rankeado, Urussanga, que teve 652.

No comparativo com as principais cidades do sul de Santa Catarina, Içara fica em primeiro lugar (1.202), com Criciúma em segundo (199), Araranguá em terceiro (4) e Tubarão no negativo (-350 vagas). O que explica tamanho sucesso em um ano repleto de dificuldades impostas pela pandemia? Para o prefeito Murialdo Canto Gastaldon, a resposta está em um conjunto de fatores. Porém, o principal deles é a diversificação da economia municipal.

Equilíbrio

A cidade é referência nacional em diversos segmentos diferentes. “Na indústria metalmecânica, nós somos o segundo maior exportador de implementos rodoviários do Brasil. Na indústria química, temos a terceira maior produção nacional de tinta moveleira. Somos também o terceiro do país na produção de sorvetes e o quarto na exportação de mel. Temos três grandes lojas de atacarejo. E, além disso, somos o maior produtor brasileiro de descartáveis plásticos”, enfatiza Gastaldon.

A logística local ficou mais atraente aos olhos dos empreendedores após a realização de obras nas rodovias que atravessam o município. “Estamos potencializando o território. Içara passou de duas estradas pavimentadas ligando à Criciúma para oito. Essa integração causa uma maior inclusão entre as pessoas. Não adianta apenas duplicar a SC-445 e ter a Via Rápida. Precisamos também fazer a Rodovia dos Trilhos, para as mercadorias entrarem por todos os lados. É preciso aproveitar todo o nosso território, ampliando fronteiras e atraindo investidores”, explica o prefeito.

A Rodovia dos Trilhos terá R$ 9,7 milhões em investimentos, divididos entre a Prefeitura e o Governo Estadual, e será o terceiro acesso asfaltado de Içara à BR-101, encurtando em seis quilômetros o caminho de quem se desloca ao Norte do Estado e cinco quilômetros para quem vai ao Sul. O convênio já foi assinado e as obras estão em fase de licitação.

Incentivos exclusivos

Durante 2020 foram acrescidas 1.287 novas empresas no município. “Os três primeiros meses de pandemia resultaram em um saldo negativo nos postos de trabalho. No decorrer, não só superamos isso, como batemos recordes na geração de emprego”, destaca o secretário de Desenvolvimento Econômico de Içara, Paulo Brígido.

“Tratamos de repassar confiança a todos os empreendedores que escolhem Içara para construírem seus negócios. Esse é o fator predominante para que as empresas venham. Nós temos a Lei Municipal 3.333/2013, que vai desde reduções nos impostos municipais a até doação de terrenos”, afirma o secretário. “Para o próximo ano teremos 13 novas grandes empresas instaladas em uma área de 15 hectares de terra que desapropriamos em Esperança. Elas já passaram pelo conselho. Serão, no mínimo, mais 700 empregos diretos”, adianta Brígido.

 

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