Içara: Cooperaliança receberá energia da Copel

Conquista faz parte dos objetivos traçados pela atual administração da cooperativa. Valor da tarifa, a partir de 2022, deve ficar entre as cinco mais baratas do Brasil

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Tiago Monte

Içara

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Uma das grandes conquistas da atual administração da Cooperativa Aliança (Cooperaliança) é a compra de energia em leilão – o conhecido mercado livre. O objetivo foi atingido com o acordo assinado com a Companhia Paranaense de Energia (Copel). Será um contrato com validade de 19 anos. “Isso significa que, a partir de 2022, as tarifas da Cooperaliança começam a ser mais baratas do que as distribuidoras do Estado. Já foi homologado, dentro da Aneel, e o contrato está assinado. Está praticamente tudo definido, restando apenas uns detalhes técnicos com a Celesc – com quem encerraremos o contrato em dezembro de 2021”, explica o presidente da Cooperaliança, Reginaldo de Jesus, o Dedê.

A partir de 2022, com a vigência do novo acordo, as tarifas ficarão mais baixas. “Pode refletir a baixa das tarifas ainda em 2021, pois a nossa revisão tarifária acontece em agosto”, explica Dedê. Todas as cooperativas aumentam as tarifas em 10%, em média, por ano. Neste ano, não houve o repasse feito por todas as distribuidoras, pois a maioria das empresas pegaram o empréstimo da conta Covid. “A Cooperaliança aumentou em 9%, pois não pegou empréstimo – isso está no site da Aneel – e fomos os únicos a não pegar empréstimo. Então, não sabemos como será a cobrança dos consumidores das outras distribuidoras que pegaram o empréstimo. A tendência é que se cobre em quatro ou cinco anos. Ou seja, mais um reajuste limite de 10%. O importante é que a gente não reajusta mais de 3 ou 4% para que, em 2022 ou 2023, a gente esteja entre as cinco mais baratas do Brasil. Essa é a ideia”, ressalta.

A mudança no fornecedor de energia aconteceu devido ao encerramento dos subsídios por parte do governo. “Hoje, a Cooperativa e todas as permissionárias do Estado e do Brasil recebem subsídios e eles estão acabando. Pelos cálculos da Cooperaliança, os subsídios acabam em 2021, praticamente finalizando em 2022. As nossas revisões tarifárias são de agosto até agosto do ano seguinte. Então, a Cooperaliança fez todos os estudos e os cálculos para comprar energia em leilão, a partir de 2022”, diz.

A Cooperaliança foi a primeira, em Santa Catarina, a encerrar a parceria com a Celesc. “Alguns me chamavam de audacioso ou louco por sair da Celesc e nós fomos a primeira cooperativa de Santa Catarina a fazer o leilão, efetuar no mercado livre, homologar os contratos e, praticamente, encerrar com a Celesc. Fomos a pioneira no Estado de Santa Catarina. No Rio Grande do Sul, já houve. A operação foi um sucesso”, comenta Dedê.

Obra de ampliação da subestação é concluída

A segunda principal bandeira da administração, que iniciou em 2019, é a ampliação da subestação, que tem transformador em funcionamento. A obra foi concluída ainda antes do Natal. “Teríamos que duplicar a capacidade de distribuição dentro deste transformador. Então, investimos, em dois anos, 4,2 milhões. A subestação vai ser financiada pelo BRDE, mas, por enquanto, usamos recursos próprios devido à pandemia e a burocracia. Até hoje, tocamos tudo com recursos próprios”, enfatiza o presidente.

Devido à pandemia, a empresa precisará recorrer à um empréstimo do Banco Regional de Desenvolvimento (BRDE). “A gente não iria fazer empréstimo, mas, com a pandemia, começou a faltar no fluxo de caixa da empresa, haja visto que a inadimplência está muito alta. Então, teremos que buscar esse dinheiro para repor no caixa no começo do ano. O Conselho de Administração já aprovou o empréstimo, então devolveremos ao fluxo de caixa através do BRDE”, diz.

A subestação foi energizada nos dias 22 e 23. “Fizemos a visita e, agora, a nossa subestação tem dois transformadores de 26. Somando 52 MVA. Estamos acompanhando diariamente o funcionamento dos dois. Um só trabalhava no limite: na casa de 24 ou 25 MVA. Agora, está trabalhando 12 ou 13 cada um, está bem mais tranquilo”, pontua.

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