Içara completa 59 anos de história e força econômica

O município é o segundo maior da Região Carbonífera e conta com diversos segmentos, desde o turismo religioso até a presença de multinacionais e zonas rurais

Içara - Especial - Guilherme Cordeiro (20)

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Érik Borges

Içara

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Foi em 26 de dezembro de 1961 que um decreto formalizou a emancipação dessa que é a segunda maior cidade da Região Carbonífera. Içara completa 59 anos com a demonstração de muita força regional e com uma das economias com maior evolução do Sul do Estado. Conhecida como a Capital do Mel, ela é cortada por uma BR (101) e por uma SC (445), o município tem território privilegiado para a expansão econômica. Com ramos de atividade na agricultura, o cultivo do fumo está entre as principais plantações presentes na zona rural do município, que é composta por áreas rurais, urbanas e industriais.

O município conta com a presença de multinacionais e, mais recentemente, inaugurou um complexo industrial de 26 hectares, próximo à BR-101, onde já conta com empresas decididas a desenvolverem seus respectivos trabalhos no local.  Içara faz limite com os municípios de Sangão, Morro da Fumaça, Criciúma, Araranguá, Balneário Rincão e Jaguaruna.

Com uma população aproximada de 60 mil habitantes, Içara foi colonizada há mais de 240 anos, pelos povos africanos, poloneses, italianos e açorianos. De acordo com a professora Elza de Mello Fernandes, o município destaca-se também com os derivados de plástico. Entretanto, segue também na economia, a tradição agrícola e uma notável possibilidade de turismo religioso devido ao Santuário do Sagrado Coração Misericordioso de Jesus, sendo o segundo maior de Santa Catarina, localizado no bairro Morro Bonito.

O içarense Maykon Escaravaco, corretor de imóveis, morador do bairro Cristo Rei enxerga o município içarense com potencial de crescer cada vez mais. “Atualmente ela já está no top 3 das cidades que possuem a maior economia do Sul de Santa Catarina, perdendo apenas para Tubarão e Criciúma”, destaca Escaravaco.

Ele destaca que Içara é uma cidade com um povo que gosta de trabalhar e isso vai de mãos dadas com o sucesso futuro da capital do mel. “A evolução da cidade é constante nos últimos anos e isso tem que continuar”, finaliza Escaravaco.

O técnico de suporte, Wallison Floriano, nascido em Içara em 1990, cresceu praticamente em dois bairros: Jaqueline e no Tereza Cristina. “Eu vi tanto meu bairro quanto a cidade crescerem. Vejo como Içara cresceu para todos os lados: muitas industrias, comércios e edifícios residenciais e comerciais. Antigamente nossa cidade era horizontal e hoje vemos muitos edifícios trazendo crescimento para a nossa cidade”, declara Floriano.

Ele sempre viu a Içara como um lugar tranquilo de se morar. Wallison define o município como um lugar privilegiado, por estar perto da praia, perto da serra e perto de cidades grandes como também próximo a lugares mais reservados. “Quem vem de fora e passa um tempo na nossa região sempre pensa em morar aqui”, ressalta Floriano.

O jornalista Paulo Vitor Dal Pont, o PV, nasceu no hospital São Donato, passou a infância aqui, foi para Florianópolis fazer faculdade e retorno em 2012. Ele conta que os potenciais do município se mostram todos os dias. “As várias formas de ir e vir a cidades vizinhas, o dinamismo. Seja lá onde você vai na região, você passa por Içara. Somos privilegiados e temos que aproveitar isso”, diz PV.

Ele também atua no ramo da gastronomia, tem canal no YouTube e é uma referência no assunto em Içara. Ele é um incentivador dos empreendimentos da cidade e diz que valorizar aos empreendimentos da cidade é fundamental. “Precisamos dar valor a quem é daqui, aos empreendimentos da cidade. Acredito que esse é o caminho para termos uma cidade em pleno desenvolvimento. Ser coerente na crítica, ficar feliz com o crescimento dos seus próximos e aproveitar o embalo e crescer com eles”, resume Dal Pont.

História

A presença humana no município de Içara decorre desde os primórdios da civilização, com o homem dos sambaquis até a ocupação dos índios Carijós que foram aprisionados, escravizados e vendidos para outras regiões na época da ocupação portuguesa.

A segunda presença foi a luso-açoriana e africana, por volta de 1770. Mesmo havendo ocupação das terras divididas em sesmarias e a colonização com implantação de novas culturas, estes colonos não foram conceituados como imigrantes pela condição de serem cidadãos portugueses, e de escravos.

Na sequência vieram os povos de origem alemã, polonesa e italiana. Este último, um maior contingente, povoou o KM 47 por ocasião da construção da Ferrovia, por volta de 1920.

A palavra Içara deriva de jiçara e içaroba, o que remete a ideia de palmeiras. “Logo Içara, terra das palmeiras”, explica Elza.  A juçara ou içara é uma palmeira nativa da Mata Atlântica, no Brasil, que dá o palmito do tipo juçara. Ela inclusive está ameaçada de extinção na natureza.

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