Há três anos: esgoto a céu aberto e ratos em rua no São Sebastião

Moradores buscam soluções, mas nada é feito: em dias de chuva, a Alceu Leonildo fica debaixo d’água e o mau cheiro sobe

A água que nunca seca (Foto: Guilherme Cordeiro/TN)

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Moradores da rua Alceu Leonildo, no bairro São Sebastião, convivem há quase três anos com o esgoto a céu aberto. Em um lado da via, nas três quadras de extensão, há 12 casas brancas padronizadas, enquanto do outro lado há um grande terreno baldio aterrado e uma creche. Das margens do aterro brota o esgoto, que escorre em frente a seis residências, até um mato próximo.

De acordo com os moradores, em dias de chuva há alagamento na rua e o cheiro de esgoto torna-se insuportável. Em uma das esquinas, é possível ver a água borbulhando, possivelmente de algum sumidouro das residências próximas.

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É comum a incidência de ratos e baratas nos pátios das casas, já construídas com a elevação de aproximadamente meio metro de altura para evitar as enchentes. Famílias evitam deixar as crianças brincarem na rua, devido ao esgoto corrente.

Segundo Cristiano Nascimento Floriano, residente a três anos de uma das casas do loteamento, equipes da prefeitura, por meio da intendência da Santa Luzia, e da Casan já estiveram na rua, mas nada foi solucionado.

“É só chover que vem aquela água até o portão da nossa casa. Eles vêm até aqui, limpam o mato, dá dois ou três dias, vem uma chuva e alaga tudo de novo”, lamenta Cristiano. Ele cita, ainda, que foi feito um buraco próximo ao terreno para onde o esgoto vai, mas também não teve efetividade.

O problema afeta o dia a dia dos moradores. “Nós não podemos nem usar a rua direito por causa daquela água que nunca seca. Nós mesmos já limpamos e não adianta. Quando dá chuvarada, tiro o carro da rua e boto no pátio porque pega água na porta, fica um rio na frente de casa”, afirma Cristiano.

Na região, não há sistema de esgotamento sanitário da Casan. O esgoto borbulhante que corre em frente às residências trata-se, possivelmente, das fossas e filtros despejados na drenagem pluvial.

O chefe da Casan de Criciúma, Jaison Speck, disse não ser a autarquia responsável pelo serviço de drenagem pluvial, à cargo da prefeitura. “A gente esteve na rua para tratar do abastecimento de água de uma escola que fica ali na volta”, disse Speck à reportagem. Segundo ele, está em fase de elaboração um sistema de esgotamento sanitário para a região, mas ainda sem previsão de lançamento.

A prefeitura de Criciúma disse não ter conhecimento sobre o problema na rua Alceu Leonildo, mas a intendência da Santa Luzia, responsável pelo bairro São Sebastião, vai encaminhar uma equipe para verificar o vazamento do esgoto e, se for responsabilidade do município, o problema será resolvido.

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