Giovana: mãe de um amor especial

Ela recebeu o diagnóstico que a filha tinha autismo com um ano e dois meses de vida

Fé é ingrediente essencial para poder superar junto da famílias as limitações. Foto: Arquivo Pessoal

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Araranguá

Giovana Carvalho Costa é mãe de Beatriz, de nove anos, ela teve uma gravidez tranquila, sem qualquer problema e a recém-nascida veio ao mundo aparentemente sem nenhuma limitação, mas com o passar dos meses, ela e seu esposo começara a perceber algumas limitações na pequena Beatriz, foi quando a família resolveu levá-la em um médico e eles receberam o diagnóstico: autismo.

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Para Giovana, o sentimento foi de luto quando ficou sabendo. “Foi a dor mais dolorida, costumamos dizer que foi o momento do luto, pois ouvir de um médico de que uma a sua filha não será, digamos que, ‘normal’, não é algo fácil. Eu e meu marido não imaginávamos e nem conhecíamos a doença, porém resolvemos levantar e seguir em frente, nos unimos para o bem da Beatriz. Me sinto uma mãe especial por ter uma filha autista”, relatou.

Depois dessa coberta, vieram muitos desafios. “Quando a Beatriz tinha apenas três meses eu voltei ao trabalho, achando que tudo seria normal, mas veio essa descoberta, mas em momento nenhum nos lamentamos. Eu confesso que fiquei insegura e me sentia culpada e pensava: será que ela não vai se desenvolver pois eu não estou lá? Mas, o tempo foi passando e fui entendo e decidimos buscar recursos para garantir a qualidade de vida dela”, contou.

Hoje com nove anos, Beatriz faz uma série de acompanhamentos. “Desde pequena até os dias atuais a ‘bia’ faz uma série de atividades, fisioterapia, fonoaudiologia. Hoje a única limitação dela é a fala, já que o autismo é um problema que não é idêntico para todos. Cada palavrinha pronunciada ou quase pronunciada é motivo de orgulho para nós. Esses dias ela tentou falar ‘mamãe e papai’, e foi motivo de comemoração. Chego a me emocionar quando falo isso”, disse Giovana.

Para a mãe, a Beatriz é um milagre da vida. “Ela é uma menina muito amada, ter um filho especial não é motivo de vergonha, em nenhum momento deixamos de dizer que a nossa filha é autista. O amor por um filho especial é único, é um laço maior do que a gente imagina, é um amor que chega a doer”, afirmou.

Esse Dia das Mães como todos os outros, será é diferente. “Eu sei que a Beatriz não pode, por exemplo, fazer a mesma homenagem que seus colegas no dia das mães, porém, isso não é problema. Eu sei que o tempo dela é diferente. Enfim, ter um filho especial é algo muito especial. Ela é meu tudo”, salientou.

Para as mães com filhos especiais a dica é fé. “Precisamos entender que Deus nos coloca esses desafios, pois sabe que somos mães fortes. É necessário ter fé e dar amor, pois recebemos normalmente amor deles”, concluiu.

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