Forquilhinha: Um caso de amor incondicional

Para não separar uma família, casal de Forquilhinha adota sete irmãos que seriam entregues ao Conselho Tutelar. No total, são 13 filhos e uma neta


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Tiago Monte

Forquilhinha

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Um ditado popular afirma que “coração de mãe sempre cabe mais um”. E essa máxima é vivida na essência pelo casal Rosimere Machado Goulart e Vilmar Sant’Ana. Os moradores de Forquilhinha adotaram sete irmãos. E tudo isso para que a família não fosse afastada por futuras adoções realizadas por famílias diferentes. “Na verdade, não foi uma opção em adotá-los. A gente ficou com as crianças para eles não irem para o abrigo”, comenta Rosimere, a dona Rose.

O pai biológico das crianças é sobrinho de Vilmar. O jovem e a esposa tiveram envolvimento com drogas e perderam a guarda dos cinco primeiros filhos.“Quando eles ainda estavam com as crianças, entregaram o menor, Jonas, para uma mulher desconhecida. Então, nós denunciamos e conseguimos resgatá-lo. Na hora, o delegado, em Içara, já entregou as crianças para a gente”, lembra dona Rose.

Em seguida, mãe biológica das crianças teve mais dois filhos, que hoje estão com dois anos e um ano e sete meses, respectivamente. “Faz quatro anos que estou com as cinco primeiras crianças. Depois, a mãe biológica deles teve mais dois filhos e eu estou com eles faz 11 meses”, relata dona Rose. A moradora de Forquilhinha ainda cuida de uma neta que tem 11 meses.

Dia-a-dia marcado pela falta de rotina

E como dar conta de oito crianças pequenas? Cada dia tem uma história diferente. “Não tem como ter rotina e pensar em fazer as mesmas atividades todos os dias, nos mesmos horários. Só os compromissos com a escola, mas agora estão em casa, devido à pandemia, e estudando online. Às vezes dá para eles estudarem, outras vezes não. O celular trava muito”, ressalta dona Rose.

Atualmente, ela se dedica para o cuidado das crianças. Ela já foi agente de saúde. “Fico na função, com as crianças, o dia inteiro”, lembra. O responsável pelo sustento da casa é Vilmar, que fabrica cercas de PVC. “Mas com a situação da pandemia, está tudo parado. Não temos benefício do governo e nada mais”, completa.

Os dias são de uma correria tão grande, que falta tempo para pensar em como administrar todas as atividades. “Todos requerem muita atenção e chamam ‘mãe’ a toda hora. Os pequenos estão sempre por perto e a gente tem que parar tudo para dar atenção. E assim passa o dia”, enfatiza dona Rose. “Eu nem sinto o dia passar. Mal termina de lavar a louça, já tem café da tarde para fazer, depois tem que pensar na janta e assim por diante. Eu me dedico para eles”, conta.

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