Falta de manutenção e descaso continuam no Balneário Esplanada

Moradores e veranistas estão cansados de pedirem atenção do poder público, que continua negando assistência

Foto: Divulgação
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Os moradores de Balneário Esplanada, pertencente ao município de Jaguaruna, continuam insatisfeitos com o último aumento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e a consequente falta de manutenção por parte da Prefeitura. Muitas ruas continuam intransitáveis, sem reparo e assistência. O único serviço disponibilizado é a coleta de lixo, mas nem todos recebem o caminhão semanalmente como deveria ser feito.

De acordo com um dos moradores, Everton Cancelier, o número de roubos a residências aumentou no balneário. “Com a pandemia ficou mais fácil ver a situação dos moradores fixos, que é quem sofre aqui na praia durante o ano quando acaba o veraneio. O serviço da prefeitura que a gente tem é a coleta de lixo uma vez por semana. Não há um funcionário fazendo limpeza nas ruas, nem máquinas e caminhões. Algumas vias estão sendo calçadas pelos moradores, pagas pelos moradores. Há um descaso muito grande em relação ao balneário”, explica.

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Cancelier ainda cita outros balneários que passam pelo mesmo problema. “Não é só o nosso, o Torneiro, a Esplanada, o Janaína, a Copa 70 e o Campo Bom. São locais que não têm nenhum serviço da prefeitura e que foram contemplados com reajuste de 100% do IPTU. Essa foi a maior obra do prefeito para nós no ano. Através de um recadastramento que ele fez, não em todo o município, somente nesses locais onde possui poucos lotes e não interessa para ele, creio que seja isso”, conta.

Completamente abandonado

O problema, que já havia sido noticiado pelo Jornal Tribuna de Notícias no início do ano, continua perceptível nas ruas do balneário. “Hoje, com essa pandemia, o pessoal ficou mais na praia, então podemos verificar esses problemas. As ruas que não são calçadas, elas são praticamentes intransitáveis, não dá para entrar, não é colocado um caminhão de areia, não é passado máquina, nada. Quando é tempo seco, tudo bem, mas quando chove, é praticamente impossível”, enfatiza Cancelier.

Outro problema evidente é o fato dos próprios residentes da localidade terem que investir na melhoria da infraestrutura, além de pagarem valores excessivos no IPTU justamente para atender essa demanda. “Em relação às ruas calçadas, os próprios moradores fazem limpeza, mas, com as chuvas, há alguns drenos quebrados, buracos na entrada do asfalto, que seria uma manutenção simples que a prefeitura podia fazer, porém não faz. Não existe nenhum serviço aqui, só coleta de lixo, uma vez por semana, nas ruas principais, outras leva até duas, três semanas para passar o caminhão. Essa é a situação da Esplanada hoje”, complementa o morador.

Encaminhamentos judiciais

Segundo o advogado Júnior Guimarães, que responde pelos moradores, diversas ações já foram encaminhadas individualmente, mas ainda não houve nenhuma sentença a respeito da cobrança do IPTU excessiva a esses residentes. “Todos os documentos que deveriam ter sido apresentados por nós, já foram. Esses despachos, nós já cumprimos a nossa intimação, mas ainda há prazo para o município se manifestar, por isso que os processos que chegaram nessa etapa estão aguardando o decurso do prazo do município, alguns estão chegando ao final no mês de outubro e outros no mês de novembro. Após esse período, nós acreditamos que o juiz irá julgar de forma antecipada a ação e pela procedência, nós temos mais força agora do que antes”, explica.

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