Falta de iluminação da Via Rápida contribui para atropelamentos

Circulação de animais na Via Rápida requer atenção redobrada dos condutores

Foto: Lucas Colombo

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A ausência de iluminação em quase toda a Via Rápida, que está localizada nos municípios de Balneário Rincão, Içara e Criciúma, está contribuindo para a incidência de atropelamentos de animais na rodovia estadual. O número de chamados para as ONG’s de Içara e Criciúma tem aumentado nos últimos tempos para solicitar ajuda aos animais atropelados. Porém, de acordo com o diretor da ONG Amigo Bicho de Içara, Vitor Valentim, a maioria dos casos de atropelamento resultam em óbito dos animais, em razão de ser uma rodovia expressa. “A maioria dos animais atropelados são felinos. Mas eu já presenciei casos de cães e até gambás e lagartos atropelados no local”, conta o diretor da ONG Amigo Bicho. Segundo ele, a ausência de iluminação na Via Rápida também contribui para que ocorra o abandono de animais naquela área. Isso porque é uma localidade onde alguns trechos ficam distantes de residências e moradores.

“Fica mais difícil de flagrar os casos de abandono. Dessa forma, muitos animais domésticos são deixados ali e acabam sendo atropelados pelos veículos”, explica Valentim. Ele conta que na maioria dos casos de atropelamento que acontecem à noite, os integrantes da ONG só ficam sabendo no dia seguinte, porque o animal acaba ficando às margens da rodovia e só é possível identificá-los no dia seguinte. Além disso, na maioria dos casos o animal já está morto. “A iluminação pública da via já facilitaria para o motorista identificar o animal, além de dirigir com perícia e cautela. O animal é inocente e não sabe os riscos de uma rodovia”, explica.

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O medico veterinário, Claudio Wendlant Junior, proprietário de uma clínica veterinária no bairro Ceará, na grande Próspera, em Criciúma, conta que todas as semanas ocorrem casos de resgate a animais na Via Rápida. Ele diz que já resgatou mais de 15 animais na Via Rápida e a maioria dos resgates que ele já fez, são casos de abandono. “Muitos animais são ababdonados por estarem com alguma enfermidade, um tumor ou alguma outra doença. Os donos dos animais abandonam os bichos na rodovia e isso é crime de maus-tratos e deve ser denunciado”, declara Junior. Segundo ele, os casos de animais atropelados na Via Rápida que são atendidos pela clínica, a maioria dos animais já chegam em óbito. “Isso acontece porque a maioria dos atropelamentos acontecem com os veículos em alta velocidade, já que o limite máximo de velocidade em alguns trechos chega a 100 km/h”, diz Junior.

De acordo com o Sargento Anísio, comandante da Polícia Militar Rodoviária de Içara (PMRv), a polícia atende apenas ocorrências de atropelamentos a animais de grande porte, como bois e cavalos. “Até porque quando ocorre atropelamento de animal de pequeno porte, os condutores não acionam a polícia. A ocorrência só é gerada nos casos em que os atropelamentos acabam danificando o veículo ou gerando algum acidente com pessoas feridas. Além disso, quando o animal é de grande porte, faz-se necessária uma ocorrência para que o animal seja retirado da pista”, conta Anísio. Segundo ele, a PMRv ainda não atendeu ocorrências de atropelamentos de animais de pequeno porte na Via Rápida. De acordo com o Sargento, como a Via Rápida não tem iluminação, é necessário que o condutor mantenha bastante atenção no trânsito e utilize o farol alto, que é obrigatório nos casos em que a rodovia não é iluminada.

“Respeitar os limites de velocidade máxima também é necessário. Estar sempre atendo ao volante também reduz as chances de acidentes. Os animais atravessam a pista de forma inesperada, então o condutor precisa manter a atenção”, explica. Ele conta que o animal na rodovia gera perigo para o condutor e que medidas de redução de acidente precisam ser tomadas, levando em consideração também as variáveis do tempo. “Em dia de chuva, conforme o volume de água que cai, a visibilidade acaba sendo reduzida. Caso um animal atravesse na frente do veículo e o automóvel esteja a 100 km/h, tentar desviar pode acabar gerando um acidente grave. Então o recomendável é que, caso o animal apareça repentinamente na frente do veículo, que o condutor não tente puxar para o acostamento ou para o outro lado da pista”, declara. Porém, segundo ele, também é preciso que, em dia de chuva forte, o condutor leve em consideração a visibilidade e a pista molhada para dirigir mais devagar do que o habitual.

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