Escritora lança livro relatando resgates de animais de rua

Rosane Machado de Andrade é presidente da Ong Protetores Independentes da Praça (Pipa) e resolveu relatara história de cada bichinho que ajudou a salvar

Foto: Arquivo Pessoal

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Criciúma

A vida da professora, advogada, escritora e locutora de motel Rosane Machado de Andrade já era bem agitada quando ela definiu se tornar também protetora de animais. Desde este momento é que sua vida ganhou ainda mais adrenalina, pois para dar conta de todas as tarefas e se dedicar aos cuidados dos animais de rua, Rosane opera um verdadeiro milagre. Ela ainda cuida dos pais que moram com ela em um apartamento no centro de Criciúma.

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No sábado, Rosane operou mais um desses milagres que somente ela é capaz. Encarnando o papel de escritora e protetora de animal, ela lançou o Livro Por Todos Que Me Resgatei. A obra foi escrita nos últimos meses e concluída na última semana, quando decidiu fazer o lançamento na Praça do Congresso, no sistema delivery, com a entrega para os interessados dentro do próprio carro. “Foi tudo como o planejado. Agradeço a todos que estiveram no local comprando o livro e também aqueles que entraram em contato e deixaram um encomendado”, relata a escritora.

Segundo ela, o livro surgiu da necessidade de registrar todo o trabalho que um protetor de animais faz e passa. “Eu já acalentava a ideia, porque não é fácil ser protetor em uma cidade que dispomos de muito pouco apoio para a causa”, pontua a escritora. Cada um dos animais resgatados e doados para lares temporários e para adotantes, Rosane fez registro fotográfico.

Tanto começo de sua história como protetora e do livro iniciam com a adoção da Cacau no ano de 2015. Uma filhote de labrador, que conquistou o coração da escritora logo no primeiro contato e segue com todos os outros resgatados. “Cada um tem um lugar especial em meu coração e a preocupação em achar um lar digno onde haja um adotante comprometido mesmo em manter o animal saudável, seguro e feliz, é uma constante”, enaltece.

Rosane garante que longe de ser um livro que enalteça o seu próprio trabalho, procura relatar os resgates para que as pessoas que não acompanham muito a dedicação de muitos protetores da cidade e região, tenham uma ideia do que seja encontrar um animal, atender a um pedido de socorro de alguém e resgatá-lo. “Sem contar que na maioria das vezes, o animal está doente ou então ferido e levamos para as clínicas veterinárias e ficamos endividadas”, conta.

As dificuldades de encontrar um lar definitivo

Toda a luta de um protetor de animal, segundo a escritora, somente é recompensada, quando encontra um lar definitivo para o animal resgatado. Na maioria das vezes, os protetores vão resgatando e deixando em casa até encontrar um adotante e quando percebe está com a casa com um grande número de animais. “Eu sou um exemplo, adotei a Cacau e depois comecei a socorrer outros animais e hoje tenho quatro, mais o Chico, o Caco e o Blue”, confessa.

Ele explica que um dos canais que ajudam a encontrar adotantes são através das mídias sociais e que as pessoas, quando verem fotos deum cachorro ou gato que tenha sido colocado para adoção, se não tiver condições de ficar poderá pelo menos compartilhar a publicação para que se encontre um dono.

Rosane relata que nem sempre os resgates têm uma história feliz. Ela conta de uma cachorrinha resgatada que morreu de cinomose e que não a abandonou com a cachorrinha morrendo em seus braços. Outro caso triste foi de um cachorro que resgatou e encontrou um lar, mas alguém abriu a porta do canil e ele fugiu e nunca mais foi encontrado. Até em cemitérios Rosane ajudou amigos protetores a fazer resgates.

Destinação dos recursos

Segundo a autora, o livro destina-se também a arrecadar fundos para pagar as dívidas que a Pipa possui em muitas clínicas da cidade e para ajudar protetoras independentes. O valor da obra é de R$ 35,00 e podem ser encomendados através das mídias sociais e também pelo whatsapp (48) 98828-5150.

Segundo ela, a intenção era fazer o lançamento através de uma feira de adoção, mas devido a pandemia do novo coronavírus teve que fazer através do sistema delivery. “Quando tudo isso passar, farei o ‘relançamento’ com uma feirinha na praça, porque foi ali que a Pipa nasceu”, conclui a escritora.

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