Encanto do Papai Noel permanece em meio à pandemia

Diferente dos outros anos, neste, o Bom Velhinho mantém contato com as crianças por meio das transmissões online

Foto: Guilherme Cordeiro/ TN

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Geórgia Gava

Criciúma

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Responsável por proporcionar sorrisos, esperança e a alegria nas crianças, o Papai Noel é um dos símbolos mais marcantes do Natal. Em um ano marcado por inúmeras adaptações, sobretudo na rotina dos pequenos, nesta época de Natal o personagem traz acalento às famílias. Prova disso é o novo cenário em que se encontra, agora, de forma virtual, através de televisores.

Edson Cardoso, há três anos, assume a identidade de Papai Noel e traz o encanto do Bom Velhinho às crianças. Ao longo do período que trabalha representando o personagem, em 2020, assim como todos, enfrentou um desafio a mais: a pandemia. Através de um televisor e por meio de câmeras e microfones, ele interage, conversa e entretém os pequenos.

“Às vezes eu estou aqui e a crianças falam ‘Papai Noel, eu queria você aqui’, aí eu tento conciliar, dizendo que o meu personagem é do grupo de risco e por isso não pode estar lá. Costumo brincar que sou um velhinho de mais de 120 anos, e aí a própria criança já vem consciente sabendo que alguma coisa está errada, e que estão protegendo o Papai Noel de alguma forma”, explica.

Apesar das dificuldades técnicas que a “nova realidade” apresenta, ainda assim, é uma oportunidade de promover esperança em tempos tão difíceis. “O maior problema é que as crianças não têm o contato, o toque, às vezes eles pensam que é gravado, que eu não estou ali, mas quando respondo ou chamo pelo nome, elas percebem que é algo diferente”, comenta Edson.

A leveza e inocência das crianças faz com que o trabalho valha a pena. “O sentimento da criança tem o espírito de natal, eles querem saber se eu estou realmente no Polo Norte, o que eu estou fazendo, eles questionam onde está a Mamãe Noel ou os duendes”, conta Edson. ”O Papai Noel interliga com o lado psicológico da criança. Umas das coisas que eu percebo quando estou presencialmente com as crianças é que elas querem ver no Papai Noel alguém que acreditam”, completa.

Uma nova forma de celebrar

Na própria família, antes da pandemia, Cardoso celebrava o Natal com todos os costumes natalinos que tem direito. “Eu sou um dos cinco irmãos que tradicionalmente tentaram levar para os seus filhos o que meu pai sempre nos levou. Embora nossa família tenha mais de 50 pessoas, é tradição a chegada do Papai Noel na véspera do Natal e nenhum pacote de presente antes disso aberto, somente depois da meia noite. Hoje sou avô e estou tentando levar para meus netos essa tradição, das crianças esperaram para receber os presentes”, acrescenta.

O Papai Noel lamenta que, neste ano, a pandemia evitou que houvesse uma grande confraternização entre os familiares. “Devido ao coronavírus, a família acabou se separando, então para mim vai ser um pouco diferente, não vamos nos reunir, mas vamos tentar cada um fazer da sua casa com seus filhos e netos. Mas o mais importante do Natal, para mim, é a união da família e o sonho, a delicadeza e a ingenuidade de uma criança”, finaliza.

Tradição são mantidas

Há cinco anos, a família de Ísis Cambruzzi, de 8 anos, tradicionalmente vai ao shopping encontrar o Papai Noel. Apesar da pandemia e seguindo todos os protocolos sanitários, a pequena foi junto aos pais ao encontro do Bom Velhinho. “Todo o ano a gente vem bater fotos com o Papai Noel. Eu já tinha avisado que seria diferente, mas ela gosta muito do Natal, está contando os dias, muito ansiosa”, conta a mãe, Luciane. Quanto ao presente, os familiares buscam fazer surpresa. “Eles estão guardando segredo”, disse a menina.

 

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