Edson da Soler: Quem entende de pesquisa de opinião?

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Sempre que um veículo de comunicação publica uma pesquisa de intenção de voto em período eleitoral, as contestações são as mais inúmeras possíveis, como se o veículo de comunicação, seja ele qual for, tivesse culpa dos números apresentados. Ontem, o Tribuna de Notícias foi mais uma vez bombardeado por partidos e coordenadores de campanha querendo questionar a veracidade das informações e colocando em xeque o trabalho e a credibilidade do Jornal como se fosse o responsável pelos números apresentados.

Ultimamente o que mais tem é gente querendo ser entendido de pesquisa. Falar um monte de porcaria. Para quem está atrás, a pesquisa é tendenciosa. Para quem está atrás, é estranho. Para quem está atrás, tá complicado. Para quem tá atrás, é jogada política. Para quem tá atrás, tem boi na linha. Para quem tá atrás, aí tem tudo. Para quem tá atrás, é muita insinuação. E, também aqueles que estão na frente, às vezes não concordam com os números porque acham que deveriam ter mais. Ele acha que o número dele deveria ser ainda mais superior ao segundo colocado. Ou seja, é complicado.

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É importante salientar que o Jornal Tribuna de Notícias, em parceria com o Grupo ND, contratou o Instituto Mapa para realizar as pesquisas neste ano de 2020. Já divulgamos duas em Criciúma. O Instituto Mapa está há 28 anos no mercado, tornando-se uma das principais referências do país quando o assunto é inteligência em pesquisa. Tem credibilidade e muita experiência para executar o trabalho. Todo o trabalho é executado pelo Instituto. Nós, quanto veículos de comunicação, publicamos os resultados apurados. Assim como nós, outros veículos de comunicação que contratam pesquisas eleitorais, independente do Instituto que for. Teve até um blogueiro que se dirigiu a mim por meio de WhatsApp querendo dar palpite e mandando eu parar com a publicação de das pesquisas. Acreditam? Com todo o respeito, nenhum blogueiro ou quem quer que seja vai dizer o que o Jornal Tribuna de Notícias tem que fazer ou deixar de fazer. Não é a primeira eleição que cobrimos, e tampouco é a primeira ou última pesquisa eleitoral que publicaremos. Até mesmo o coordenador de um candidato, que na primeira pesquisa estava em uma posição destacada, mas que agora apresentou queda, veio questionar os números. São muitas insinuações desnecessárias. Os partidos políticos, os coordenadores de campanha, os candidatos, os marqueteiros, e todos aqueles que são aliados na campanha deveriam saber que as pesquisas eleitorais refletem o momento. Como ainda faltam muitos dias para a eleição, se os candidatos souberem trabalhar, com certeza não serão os números que serão vistos após o fechamento das urnas. Já vi muitos candidatos virarem o jogo e ganharem a eleição nas vésperas. A pesquisa eleitoral é termômetro. É uma ferramenta importante que deveria ser usada pelos partidos para avaliação sobre o que estão pecando e o que podem fazer para melhorar a captação de votos. Eu mesmo já mudei meu voto para vereador na véspera da eleição. Tinha a ideia de votar em uma pessoa e, num dia antes, após conhecer outro candidato, avaliei melhor e mudei. E assim acredito que acontece e vai acontecer com muitos eleitores. O voto é conquistado. Quem tiver as melhores propostas e os melhores argumentos vai conseguir o voto do eleitor. Não é porque hoje um candidato aparece na frente da pesquisa que ele irá vencer. Muita coisa pode mudar até o dia do pleito. Faltam mais de 20 dias. Se os adversários souberem trabalhar e tiverem as melhores estratégias, com certeza podem virar o jogo. Volto a repetir. Nenhum veículo de comunicação tem culpa do resultado de pesquisa. Do seu candidato não aparecer bem. A culpa do desempenho do candidato é do marqueteiro que não está sendo eficiente. Aí, existe sim o problema de estratégia política. As pessoas que hoje contestam os números das pesquisas deveriam parar de achar culpados e repensar a campanha. Pensar na melhor forma de vender a imagem do candidato para o eleitor.

A pesquisa eleitoral é fruto de um bom trabalho. A pesquisa é resultado de um bom programa de rádio e de tevê. A pesquisa é resultado do argumento do candidato “A”, “B”, “C”, “D”… E isso não vale só para Criciúma, não. Vale para todos os municípios da região, do Estado e do país. Parem de achar chifre em cabeça de cavalo.

Pesquisa eleitoral não ganha eleição. Ela apenas dá um norte para que o trabalho possa ser realizado pelos candidatos.

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