Dia do dentista: Casal restaurador da saúde bucal e da autoestima

No dia do dentista, reportagem falou com Kellen Pícollo e Alexandre Senna, casal que mantém um consultório no centro de Criciúma

Alexandre Senna e Kellen Pícollo em seu consultório (Foto: Guilherme Cordeiro/TN)
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Neste domingo, 25 de outubro, comemora-se no Brasil o Dia do Dentista. A data é em alusão à criação das primeiras faculdades de odontologia no país, no ano de 1884, na Bahia e no Rio de Janeiro. A manutenção da higiene bucal é importante para a saúde do corpo, inclusive para evitar algumas doenças como diabetes ou cardiovasculares. Por isso, cada vez mais o profissional da área é valorizado e procurado pela população.

A ida ao dentista pode ser para procedimentos simples ou complexos. Além da saúde física, às vezes pode ter uma importância psicológica para o paciente: restaurar um sorriso bonito pode ser uma ferramenta para recuperar a autoestima e dar uma guinada na vida pessoal e profissional.

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Em homenagem à data, a reportagem do Tribuna de Notícias entrevistou um casal que se formou junto em odontologia há exatamente duas décadas e atua junto em um consultório no Centro de Criciúma.

Alexandre Senna, 42 anos, e Kellen Pícollo, 43, formaram-se juntos, mas especializaram-se em áreas diferentes. Há 19 anos eles abriram um consultório, quando tinham um ano de experiência profissional.

Além do lar e do consultório, ambos compartilham o amor pela profissão. Paixão que já despontava na infância e foi se encorpando com a faculdade e o início como dentistas formados.

“Eu tinha um tio muito próximo que era dentista e eu achava legal a maneira como ele falava do trabalho. Sabia que teria que ser na área da saúde e a medicina não me atraía. Eu sempre fui meticuloso e detalhista, e a odontologia é uma profissão de estar atento a detalhes”, lembra Senna.

Para Kellen, ser detalhista e meticulosa também foi fundamental para a escolha da profissão. “Desde pequena eu adorava saber como o corpo humano funcionava e gostava de lidar com pessoas. Em contato com as profissões, me identifiquei”, afirma.

O casal faz questão de reforçar o lado humano da profissão: “a gente nunca enxergou o paciente só como boca ou dentes, é o ser humano. Ter cuidado com a saúde da pessoa, acho que isso é o mais importante”, ressalta Kellen. Senna contou sobre uma paciente, de 22 anos, que teve que extrair os dois dentes da frente, por conta de um acidente.

“Durante a extração ela estava chorando, o tempo todo com a lágrima escorrendo, não de dor, mas por tristeza de perder os dentes da frente. É uma tragédia para qualquer pessoa”, lembra o dentista. “Fizemos a extração, instalamos os implantes no mesmo dia. Foi um momento que eu não sabia o que fazer para tentar consolar ela. O que pude fazer foi dar o meu melhor para tentar amenizar o sofrimento”, completou Senna.

Kellen cita a amizade que conseguem fazer com os pacientes, muitos há mais de 10 anos em contato. A satisfação dos clientes faz com que, inclusive, haja a indicação e o atendimento se expanda para outros membros da família.

“Trato crianças porque os pacientes pedem para tratar o filho. Tem vários casos de crianças que só conseguiram ser tratadas porque foi comigo, talvez porque os pais já conheciam a gente. Isso é muito gratificante”, afirma.

“A odontologia é uma profissão complexa, mas muito bonita. Ela exige muito da gente, inclusive fisicamente, mas a gente gosta do que faz, porque você atua na vida e na saúde das pessoas, de forma positiva. Há vários casos de pacientes que não sorriem em fotografia ou não queriam sair de casa porque tinham vergonha dos dentes e do sorriso. Depois familiares vêm falar ‘é outra pessoa, está interagindo, melhorou auto estima’. Isso é gratificante, eu não faria outra coisa da vida, sou dentista desde o berço”, conclui Senna.

Trabalhar juntos, na visão de Kellen, foi algo que ganhou importância ao longo do tempo, conforme o casal amadureceu profissional e pessoalmente. “No começo era muito convívio, em casa e no trabalho, mas agora é fundamental. A gente precisa da opinião um do outro em várias situações”, finaliza.

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