Dia do dentista: Atendimento tardio é o maior problema em Criciúma

Serviço pelo SUS realiza cerca de 150 mil atendimentos odontológicos por ano no município

Procedimentos complexos são feitos no Centro de Especialidade Odontológica (Foto: Divulgação)
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O atendimento odontológico faz parte da rotina do SUS em Criciúma. De acordo com o coordenador de Saúde Bucal, o dentista Deivid Freitas, 150 mil atendimentos gratuitos são realizados nas unidades de saúde do município por ano e a maior dificuldade é a procura tardia dos pacientes.

São 60 dentistas que atuam pelo SUS em Criciúma. A maioria das unidades de saúde conta com pelo menos um profissional atuando, além de um pronto-atendimento das 7h às 19h, sete dias por semana, no bairro Boa Vista. Os pacientes em casos mais complexos são encaminhados ao Centro de Especialidade Odontológica (CEO), no bairro Próspera.

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No CEO são realizados os tratamentos de canal, periodontia, odontopediatria, ortodentia, bucomaxilofacial, disfunção temporombandibulares e estomatologia, este último que “faz o acompanhamento dos pacientes com câncer de cabeça, pescoço ou bucal. É um tratamento prévio e durante o oncológico. Para que durante o tratamento de oncologia, que cria diversas alterações e lesões bucais, que dificultam o dia a dia do paciente”, segundo Freitas.

“Criciúma é um dos poucos municípios que oferta essas especialidades odontológicas, como a de ortodentia e disfunção. Isso traz uma qualidade de vida futura para o paciente tremenda. Não é porque é saúde pública que a gente tem que ofertar o básico, mas sim um tratamento de qualidade e que o paciente tenha o acesso garantido”, acrescenta o coordenador.

Segundo Freitas, a pandemia trouxe desafios, mas também deixará um legado no atendimento odontológico. “A odontologia é uma área da saúde que lida diretamente com a boca, saliva e fluído. É essa a via principal de contaminação da Covid-19. Tivemos que mudar diversas condutas, implementar diversos EPIs que a gente não tinha costume de usar, como protetor facial e jaleco descartável”, explica.

O principal desafio para a odontologia pública, segundo o dentista e coordenador de Saúde Bucal, Deivid Freitas, é a conscientização para evitar o que é chamado de “atendimento tardio”, quando a pessoa chega no último estágio do problema dentário e faz com que seja necessária a extração ou um tratamento de canal, o procedimento mais comum realizado nas unidades.

“Os dentistas conseguem fazer o atendimento domiciliar, um consultório odontológico portátil. O dentista solicita no setor de almoxarifado e de logística, a prefeitura busca o profissional e leva até a casa do paciente. Nesse atendimento, consegue-se fazer o procedimento básico”, conclui Freitas.

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