Criciúma tem índice de contaminação de HIV superior à média estadual

Hoje é o Dia Mundial da Luta Contra a Aids e ações virtuais de conscientização ocorrem no município

Índice de contágio na cidade foi de 27,2 casos por 100 mil habitantes em 2019 (Foto: Arquivo/Lucas Colombo/TN)
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A data de 1º de dezembro simboliza a luta internacional contra a Aids. O dia é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) contra esse que é um dos grandes problemas de saúde no planeta. Estima-se que mais de 35 milhões de pessoas estavam contaminadas com o HIV no ano de 2016.

Em Criciúma, a média de contágios anual é superior aos números nacional e estadual. De acordo com o Programa de Atenção Municipal às DST/HIV/AIDS (Pamdha), no ano passado o índice de novos casos foi de 27,2 casos por 100 mil habitantes – em Santa Catarina, a taxa é de 25,6 casos por 100 mil habitantes e no Brasil, 17,8.

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Segundo a coordenadora do Pamdha em Criciúma, Patrícia Rodrigues Oenning, é difícil a explicação sobre o alto índice de contágio no município se comparado com o Estado e o país.

Durante a pandemia, porém, o Pamdha encontrou um problema: a detecção diminuiu, porque as pessoas estão procurando menos o teste. O diagnóstico tardio dificulta o tratamento e pode trazer pior qualidade de vida aos infectados.

“É importante que as pessoas venham até o serviço para fazer o teste rápido. Quanto mais cedo o diagnóstico, melhor o tratamento para essa pessoa. É só procurar o serviço para fazer o teste”, alerta Patrícia.

Evolução

A coordenadora destaca que a evolução do HIV para a Aids, doença causada pelo vírus, pode levar bastante tempo. Ainda segundo Patrícia, a faixa etária que apresenta maior incidência na cidade é de homens entre 19 e 40 anos.

“A gente descobre muitas pessoas que já estão com Aids, aí o tratamento é mais intensivo e a observação é maior. Quanto mais cedo o diagnóstico, melhor o prognóstico. O risco de transmitir também diminui”, conclui.

Neste ano, por conta da pandemia do coronavírus, não serão feitas ações de conscientização do Pamdha nas ruas: a campanha dar-se-á por meio das redes sociais e da imprensa. O programa oferece, além do teste rápido, tratamento gratuito com medicamentos e atendimentos.

Ong atende famílias em situação de vulnerabilidade

Desde 1994 atua em Criciúma o Grupo de Apoio e Prevenção à Aids (Gapac), ONG criada por infectados por HIV junto a médicos, enfermeiros e assistentes sociais. Com iniciativas pioneiras no combate à doença em nível estadual, atualmente o grupo atende 25 famílias que convivem com o vírus em situação de vulnerabilidade social, com doação de alimentos.

A exemplo do Pamdha, a ONG também vai utilizar as redes sociais para campanhas de conscientização sobre o vírus e a doença. Segundo a assistente social Anne Schmitz, um dos objetivos do grupo é vencer os preconceitos impostos aos portadores de HIV.

“A saúde também é o mental e social. Lutar contra o preconceito é de fundamental importância, principalmente em tempos difíceis que vivemos de Covid-19. Têm-se os percalços, mas pode-se continuar vivendo”, aponta.

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