Criciúma: ruas recém pavimentadas ainda não têm faixa de segurança

Pedestres relatam as dificuldades de atravessar as ruas e transitar nas calçadas; falta de sinaleiras próprias e falhas de sinalização também são apontadas

Rua Luiz João Milanese está pavimentada desde abril e ainda não tem faixa pintada (Foto: Guilherme Cordeiro/TN)
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O elo mais frágil do trânsito é o pedestre. Transitar a pé pelas ruas envolve vencer calçadas irregulares, o cuidado ao atravessar pelas faixas de pedestres, na indecisão e espreita se os motoristas frearão os veículos, e às vezes a dificuldade para saber se o sinal está aberto ou fechado.

O que é a tônica em muitas cidades brasileiras reflete-se em Criciúma. Com as obras de pavimentação acontecendo em muitas ruas, não apenas no centro, mas também nos bairros, muitos cruzamentos em vias de grande movimento ainda não tem a pintura das faixas de segurança.

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Centenário

Não é a realidade da Avenida Centenário, principal via do município, que passa por processo de revitalização desde o ano passado. Ali, o problema é para os pedestres que se locomovem de um lugar para o outro, mas também das pessoas que saem para caminhar como rotina de exercício físico.

Na Avenida que corta o município, em quase nenhum cruzamento – que envolve grande número de veículos atravessando a via, mas também que convertem às ruas perpendiculares – há semáforo para os pedestres. Assim, ao transitar pela faixa de segurança, o transeunte muitas vezes não sabe a cor do sinal: se o libera para a travessia ou se está aberto para os carros.

Por outro lado, quem usa o canteiro central da Avenida recorre a uma reivindicação antiga dos ciclistas na cidade: a construção de uma ciclovia. Sem a faixa especial para as bicicletas, é comum encontrá-las ziguezagueando as pessoas que caminham na estreita calçada rente aos coqueiros.

A reportagem do Tribuna de Notícias esteve nas ruas do município e ouviu os problemas relatados por quem não usa veículos para locomoção.

Faixas de segurança

A recente obra de revitalização, ainda em andamento, na Avenida Centenário trouxe um asfalto mais regular e faixas de pedestre mais visíveis para os motoristas, destintuindo-os de qualquer desculpa para não parar os veículos quando houver pessoas atravessando a via.

Porém, no interior dos bairros, como no Pinheirinho, na rua Imigrante Meller em uma rótula próxima à Unesc a faixa está completamente apagada em uma das mãos da via. A falta de pintura nas faixas, muitas vezes as apagando completamente da visão de quem dirige, foi constatada em muitas outras ruas e localidades, e é uma das reclamações que os pedestres expuseram à reportagem.

“Caminho bastante em Criciúma e acho que falta organização no trânsito. No sentido de ter sinaleiras próximas às faixas de pedestres, mais para o centro os carros não param nas faixas. Também tem muitas faixas apagadas, bastante, na verdade, e é um problema”, afirma a vendedora Katrine Boa Ventura, 26 anos.

A bancária Soraia de Souza, 42 anos, também citou a falta de pintura nas ruas como uma dificuldade para a locomoção do pedestre. “Eu acho que tem coisas que poderiam melhorar, mas não é dos piores (o trânsito para os pedestres). Alguns lugares não tem sinalização, tu não consegues se encontrar se é de fora. Tem pintura em lugar errado, por exemplo, muita coisa precisaria melhorar”, afirma.

Ciclovia

Na Centenário, o consultor de negócios Nilson Mendes, 65 anos, não encontra problemas de sinalização e rotineiramente utiliza o canteiro central da Avenida para uma caminhada. A dificuldade relatada, porém, é em relação às bicicletas. “Onde anda o pedestre também andam ciclista, às vezes até moto. Ao invés desses coqueiros, seria bom fazer uma ciclovia para evitar futuramente acidentes, que inclusive já aconteceram”, afirma.

Calçadas quebradas e falta de respeito dos motoristas em relação à faixa de segurança também são citadas pelos pedestres como dificuldades para transitar a pé pelas ruas de Criciúma.

Ruas pavimentadas e ainda sem faixas

Duas situações de ruas que estão em fase final de revitalização, com a pavimentação já concluída, mas sem a pintura de faixas de pedestres, foram flagradas pela reportagem. Uma no Michel, na rua Joaquim Nabuco, e outra nos bairros Fábio Silva e Recanto Verde.

Na rua Luiz João Milanese, onde, segundo os moradores, o asfalto foi concluído em abril, há 15 placas de cada lado da via indicando faixa de uma segurança. No chão, porém, nenhuma pintura. Com a pavimentação, o fluxo de veículos duplicou, segundo os relatos, e é comum o flagra em alta velocidade.

“Antes não tinha nem como andar na rua, porque era de chão. A gente não pode reclamar, porque a obra ainda não foi concluída. Está pavimentada desde abril, de madrugada a gente vê os carros passando a mais de 100km/h. Tem que ter lombada para diminuir isso”, diz Norberto Leandro, morador há cinco anos no bairro Fábio Silva, em uma rua que cruza a Luiz João Milanese.

A Diretoria de Transporte e Trânsito de Criciúma informou por nota que essas ruas sem faixas de segurança encontram-se no calendário de sinalização e devem receber as pinturas em breve.

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