Criciúma: Produtoras comemoram a procura por eventos sociais

Empresários encaram com otimismo as flexibilizações do Estado; em Criciúma, cinemas seguem fechados

Setor passa pela readaptação em tempos de coronavírus (Foto: Arquivo/Guilherme Cordeiro/TN)
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Desde a quarta-feira da semana passada estão liberados os eventos sociais sem cobrança de ingresso na Amrec, com a regressão no status de pandemia no mapa estadual, além da abertura dos cinemas. Instantaneamente, os empresários do setor, há tempos pressionando pelo retorno, organizaram-se para a produção das festas particulares, enquanto os shoppings ainda estudam a possibilidade de abertura das salas da telona.

Em meio à pandemia, o desafio é conciliar os eventos suspensos com a proibição por mais de sete meses dos eventos na região e os novos clientes, além de organizar fornecedores para as novas datas e adaptar-se às medidas de segurança contra o coronavírus.

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Nesse meio tempo, os empresários receberam outra boa notícia para o setor. Na sexta-feira, novas portarias do governo do Estado expandiram a permissão para eventos sociais sem cobrança de ingresso para o status grave de pandemia; as produtoras sentem-se mais seguras de que não precisarão encerrar as atividades em caso de agravo no quadro de transmissão do coronavírus.

A publicação no Diário Oficial do Estado na sexta-feira também permitiu a volta dos eventos com cobrança de ingresso para as regiões em risco alto, como a Amrec.

Produtoras já estão com agenda movimentada

Foram sete meses com as atividades suspensas, ocasionando protestos dos empresários do setor para o retorno dos eventos. Com a constante queda de contágio e mortes por coronavírus na Região Carbonífera, as festas sociais – como casamentos, formaturas, aniversários, dentre outras – foram liberadas pelo governo do Estado.

Celeridade

As produtoras não perderam tempo; Marcello Cabral, empresário do setor, conta que no dia seguinte à liberação já atuou na organização de um evento. Desde o retorno em meio à pandemia, foram 10 organizados pelo produtor.

Essa celeridade no retorno, segundo Cabral, foi possível devido ao trabalho de toda a cadeia do setor. “Liberou em um dia e no dia seguinte a gente já conseguiu organizar o primeiro evento. Os fornecedores estão muito atentos, todo mundo pronto para voltar”, conta o empresário.

Mesmo com os eventos já acontecendo, o período não deixa de ser de adaptação. “As coisas estão voltando, claro que com menor lista de convidados e sem pista de dança. Tem uma trilha sonora, mas as pessoas ficam em ambientes e distanciadas, com os detalhes do álcool em gel e a máscara”, acrescenta Cabral.

Intimista

Os perigos da pandemia trouxeram, segundo o empresário, novos perfis. A procura por festas realizadas nas casas dos próprios clientes aumentou bastante. “As pessoas abrem mais a casa e recebem os convidados na própria residência. Eu fiz festa, por exemplo, até para duas ou três pessoas. Ela contratou um chefe, decoração, músico para um casal”, ressalta.

Os casamentos, que exigem maior tempo de preparação, tiveram uma dinâmica diferente: aqueles marcados para este ano e não realizados por causa da pandemia foram reagendados para o ano que vem. Os do ano que vem foram reagendados para o ano posterior e assim sucessivamente.

“Tem noivas que nos procuram com 36 meses de antecedência, por exemplo. Os eventos que fizemos até agora são eventos novos, marcados agora. Temos agenda com eventos em todos os fins de semana até dezembro. Tudo volta aos pouquinhos “, conclui.

Flexibilização

Daiane Savi, proprietária de outra produtora de eventos, comemora a flexibilização do governo do Estado na sexta-feira. “Estamos felizes em poder planejar e executar um orçamento e mesmo retomando ao laranja estamos liberados com 30% que foi uma grande vitória para nosso setor de eventos sociais”, afirma.

Ela relata que alguns clientes ainda temem a pandemia e optam por não agendar as datas; por outro lado, surgem novas procuras. “No nosso setor, surge a todo momento evento e aos poucos voltamos ao ritmo que estávamos acostumados”, diz Daiane.

“Os desafios são grandes, mudanças, perdemos pessoas que convivíamos, empresas encerrando suas atividades, colaboradores que se desligaram. Muitas pessoas se reinventaram e buscaram outros trabalhos. Ao longo do período teremos que treinar e buscar alternativas”, conclui a empresária.

Cinemas

Nos shoppings de Criciúma, os cinemas não estão funcionando, mesmo com a liberação. No Della e no Criciúma Shopping, ainda não há previsão de retorno. No Nações, as salas devem reabrir nesta sexta-feira, de acordo com o departamento de marketing do shopping. No entanto, não há diretrizes e nem os filmes em cartaz definidos.

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