Criciúma: Ônibus urbanos não voltam antes de terça

Reunião entre governo e representantes do setor encaminhará a confecção de um relatório para o governador. Inicialmente, linhas municipais podem operar apenas em horário de pico

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Tiago Monte

Criciúma

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O retorno do transporte público está cada vez mais próximo, mas ainda não tem uma data definida. Representantes do setor e do Governo do Estado se reuniram, no final da manhã de quinta-feira, para definir estratégias para o retorno seguro das atividades. “Foi uma reunião positiva. Foram discutidas uma série de atitudes que deverão ser tomadas. Nós colocamos as nossas necessidades, afinal, no domingo, completaremos 60 dias parados, e há a nossa dificuldade de fazer a folha de pagamento do próximo mês para manter os empregos”, comenta o presidente da Associação Criciumense de Transporte Urbano (ACTU),  Everton Trento.

Santa Catarina é o único estado com o transporte coletivo suspenso e o retorno às ruas não deve acontecer antes de terça-feira, pelo menos nas linhas municipais, o chamado transporte urbano. Após a reunião de quinta-feira, um relatório será confeccionado e apresentado ao governador Carlos Moisés (PSL). “A apresentação ficará pronta na sexta e eles conversarão com o governador, que pode anunciar algo no sábado ou domingo. Mesmo que ele (governador) anuncie algo, precisamos de dois ou três dias para colocar os ônibus na rua”, explica Trento.

Há a necessidade de higienizar os ônibus, convocar funcionários, disponibilizar os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) como álcool gel e máscara. “Eu não acredito que isso venha (a liberação do governador) antes de segunda-feira, mas se o governador der a liberação no sábado, terça ou quarta deve ter ônibus na rua”, enfatiza.

Inicialmente, a operação pode acontecer apenas nos chamados “horários de pico”, para depois haver uma ampliação ou, até mesmo, uma nova parada. “Ainda não há uma segurança. Não sabemos qual será o posicionamento do governo. Propusemos, quem sabe, fazer só os horários de pico, inicialmente. Foi uma conversa bem aberta, conforme for melhorando, ampliam-se os horários. Caso aumente o número de casos da doença, pode parar novamente. Foi uma conversa bem aberta”, destaca Trento.

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