Criciúma: medidas compensatórias do Case não saem do papel

Comunidades nas proximidades do bairro São Domingos, em Criciúma, aguardam há anos as pavimentações asfálticas e iluminações prometidas pelo Estado

Guilherme Cordeiro / TN
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Érik Borges

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Criciúma

Em funcionamento há três anos, o Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) Sul, no bairro São Domingos em Criciúma, segue recebendo adolescentes infratores. O local abriga dezenas de internos e conta com uma equipe de agentes. No entanto, os moradores das comunidades de Espigão da Pedra, Morro Albino, São Domingos e Vila Maria ainda não receberam nenhuma sinalização das medidas compensatórias pela obra. Eles aguardam melhorias nas estradas e instalação de iluminação.

Assim que foi inaugurada a estrutura, a comunidade de São Domingos realizou manifestações solicitando a contrapartida da comunidade, que nunca recebeu as melhorias prometidas pelo Governo do Estado.

A presidente do bairro São Domingos, Graça Darós, relata que a associação de moradores não acredita mais no poder público. “A gente não tem nenhuma resposta atualizada sobre essa situação. As lideranças já estão bastante desanimadas. Está tudo do mesmo jeito. Não acreditamos mais nas promessas que nunca saem no papel”, declara Graça.

Projeto continua parado

A secretária de Infraestrutura de Criciúma, Kátia Smielevski, conta que depois da assinatura do termo de compromisso do Governo do Estado para a pavimentação de duas ruas, o município criciumense concluiu o projeto executivo de pavimentação. Porém, nenhum convênio foi firmado para a execução das obras.

A Prefeitura de Criciúma estaria encarregada de contratar uma empresa para pavimentar aproximadamente de 3,2 quilômetros da Rua Pedro Liberato Pavei, que vai da BR-101 até a divisa de Criciúma com Araranguá, passando pela frente do Case Sul – que está orçada em R$ 3,7 milhões. Contudo, Kátia Smielevski ressalta que a cidade ainda não recebeu o dinheiro para bancar a obra.

“O Estado ainda não sinalizou nenhuma resposta. Como é uma medida compensatória, mesmo sendo municipal, eles precisam encaminhar esse recurso para abrirmos uma nova licitação. Continuamos na mesma situação”, comenta a secretária.

Procurada pela reportagem do jornal Tribuna de Notícias para prestar esclarecimentos sobre a situação das obras compensatórias), a equipe de engenheiros do Governo do Estado, assim como a Secretaria de Segurança Pública (SSP) não responderam até o fechamento desta edição.

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