Criciúma: Há três anos na espera por uma cirurgia eletiva

Adroaldo Souza de Souza, 61 anos, morador de Criciúma, não consegue mais caminhar e precisa trocar a prótese

Aposentado passa o tempo em casa com ajuda da mulher e da sogra (Foto: Guilherme Cordeiro/TN)
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Adroaldo Souza de Souza, 61 anos, está sem conseguir caminhar. Há três anos o caminhoneiro aposentado espera por uma cirurgia para a troca de prótese pelo SUS, sem obter respostas de quando terá o procedimento marcado. Adroaldo é um dos muitos criciumenses que vive o drama da espera pelo atendimento especializado e tem a vida modificada pelos problemas de saúde.

Acidente

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O caminhoneiro hoje aposentado sofreu um acidente em 2008: deslocava-se em uma motocicleta quando foi atropelado por um carro em um cruzamento. Após 27 dias internado, usou o benefício do plano de saúde da empresa em que trabalhava na época e fez uma cirurgia para a implantação de uma prótese.

Porém, há cerca de três anos, começou a sentir dores na perna direita; ao fazer o exame de raio-x, constatou-se que havia uma fissura e uma perna estava mais curta do que a outra. Já sem plano de saúde, foi aconselhado a ingressar na lista de espera do SUS para a troca da prótese.

Incerteza

Desde então, Adroaldo vive na incerteza. Já viu seu número na lista de espera sumir, reaparecer, foi até a Defensoria Pública tentar abrir um processo para agilizar o procedimento, conversou com a prefeitura e até com o secretário de Saúde do município. No entanto, nada deu certo. A última alternativa encontrada pelo caminhoneiro foi procurar a imprensa.

“Eu não queria chegar a esse ponto, mas está muito difícil”, desabafa. A reportagem procurou a Secretaria Estadual de Saúde e obteve como resposta que a cirurgia de Adroaldo é a segunda na lista de espera e deve ser marcada a partir de janeiro do ano que vem. “Até lá nem me mexo mais, mas é uma notícia um pouco melhor… Já são três anos. Quando entrei na fila ainda caminhava”, reage o aposentado.

Dias em casa, sem sair

Há duas semanas, Adroaldo afirma ter entrado em contato com o secretário municipal de Saúde, Acélio Casagrande, e recebeu a promessa de que tudo seria resolvido o mais rápido possível. Há alguns dias, o secretário teria lhe respondido que o caso estava em avaliação no hospital. A reportagem procurou Casagrande, mas não conseguiu o contato.

Enquanto isso, Adroaldo passa os dias em casa, contando com a ajuda da esposa e da sogra. ”Eu hoje não faço mais nada, porque não posso ficar em pé. Se me levanto, a perna começa a doer muito e estala, eu chego a dar urro de dor. Então me atrapalhou em tudo. Eu fazia alguns trabalhos aqui e ali, hoje não consigo fazer mais nada”, lamenta.

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