Criciúma: comércio registra prejuízos após ação criminosa da madrugada

Loja teve vidraças quebradas, sofás danificados e até uma poltrona foi usada por criminoso durante roubo à agência do Banco do Brasil

Estragos ainda não tinham sido reparados até o meio da tarde (Foto: Guilherme Cordeiro/TN)
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Na esquina da rua São José com a avenida Getúlio Vargas, a uma quadra da agência do Banco do Brasil assaltada na madrugada de hoje em Criciúma, um homem estava sentado em uma poltrona, com o cano quente do fuzil apoiado sobre o estofado. A poucos passos dali, uma loja de móveis denunciava uma das ações criminosas da noite que a população criciumense vai demorar a esquecer.

No ponto comercial, duas vidraças foram estilhaçadas pelos tiros de fuzil; os projéteis, disparados para o alto, penetraram no teto da loja. Alguns sofás próximos à vitrine foram danificados pelos cacos de vidro.

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Além disso, uma poltrona – usada por um dos criminosos na esquina da rua enquanto o saque ao Banco do Brasil era realizado – e um pufe também foram alvos da ação do grupo criminoso de aproximadamente trinta pessoas na madrugada de hoje.

A avaliação do gerente da loja, Jorge Luiz Gomes, é de que o prejuízo aproximado foi de R$ 3 mil. Ele conta à reportagem como ficou sabendo dos danos feitos ao comércio, enquanto permanecia assustado em sua casa, no bairro Pinheirinho, ouvindo de longe as sequências de disparos que aterrorizaram a maioria dos criciumenses.

Por volta da 1h, enquanto os criminosos ainda atuavam tranquilamente na região central da cidade, Gomes recebeu uma ligação da empresa de vigilância da loja.

“Ligaram mais preocupados com o saqueamento da loja. Nessa rua falaram que estava com muitos problemas, carro para lá e para cá”, comenta.

Ele permaneceu em casa até as 5h, quando sentiu-se seguro para ir até o local.

“A gente pediu para o pessoal da empresa colocar um segurança até as 5h. Liberei-o quando cheguei e estamos até agora (por volta das 15h) resolvendo a situação. Vamos ver o que vai acontecer daqui por diante”, detalha Gomes, enquanto coloca os tapumes de madeira para preencher o vazio deixado pelas duas vidraças estilhaçadas.

Outros comerciantes tiveram prejuízos semelhantes, mas evitaram falar com a imprensa. Na rua João Pessoa, uma proprietária de uma loja de roupas estava colocando a decoração natalina quando tudo aconteceu. A reportagem tentou o contato, mas ela estava em uma reunião.

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