Criciúma: Cidade vê aumentar número de casos e internações por Covid-19

Segunda teve os maiores número de leitos ocupados em UTI desde 1º de outubro e índice de contaminados desde setembro

Foto: Divulgação
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A rodada de testes de Covid-19 realizada em Criciúma entre a quinta-feira e o sábado da semana passada aponta a contaminação de 6% das pessoas com o vírus ativo e 7,22% que já se curaram. Em um período de elevação no número de casos ativos no município e consequente aumento de internações em UTI, a amostragem surpreendeu o secretário de Saúde, Acélio Casagrande.

Na avaliação de Casagrande, a rodada de testes foi positiva por dar indicadores ao município sobre a porcentagem de pessoas já contaminadas pelo coronavírus, mas a expectativa era por um índice maior. “Temos uma população muito alta que pode ser contaminada”, ponderou.

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“Os números estão em uma crescente, tanto de casos positivos, quanto de internações de UTI. No Estado inteiro e estamos atentos a todos os movimentos diariamente”, acrescentou Casagrande.

Internações

Em Criciúma, ontem estavam internados em UTI – com suspeita ou confirmados – na ala de coronavírus 23 pacientes, um número recorde no mês. De acordo com os boletins epidemiológicos divulgados pela prefeitura e analisados pela reportagem, é o maior número desde 1º de outubro, quando havia também 23 pessoas em tratamento intensivo contra a Covid-19.

No mês de novembro, o número de internações aumentou todos os dias: eram 8 pacientes no dia 1º, um aumento de 12 pessoas em UTI. No Hospital São José, onde há 37 leitos destinados à Covid-19, estavam 13 pacientes na ala de coronavírus.

População deve ter cautela para evitar novos aumentos

Para o secretário de Saúde de Criciúma, este é um momento de manter a cautela para evitar a continuidade da ascensão da curva de contaminados. “Todo mundo já está cansado de ouvir e de se isolar. Tudo o que a gente quer é continuar vendo as pessoas trabalhar e se locomover. Mas precisa dos cuidados de sempre”, afirmou.

“É o uso de máscara permanente; na família que puder, só uma pessoa ir ao mercado. Se (o povo) puder evitar aglomeração em qualquer que seja o local, temos a certeza de que vamos deixar tudo continuar (em funcionamento)”, acrescentou Acélio.

Na rodada de testes do município realizada neste fim de semana, mais de 2,6 mil pessoas participaram: 156 estavam com vírus ativo e 167 que já apresentavam anticorpos. De acordo com os boletins diários da prefeitura, o número de contaminados voltou a crescer. São 509 casos ativos e cinco dias consecutivos de aumento. É o maior índice desde 17 de setembro em Criciúma, quando registrou 559 casos.

“É uma doença que não passou, nós vamos ter que conviver com ela, mesmo pós-vacina. A vacina imuniza boa parcela, mas vira e mexe o vírus vai aparecer. Não é diferente agora. Tivemos uma crescente (do número de casos) forte em agosto, descemos e agora temos essa variação para cima. Vamos ter para cima e para baixo, o negócio é a gente tomar cuidado”, alerta Casagrande.

Tratamento precoce é liberado no Estado

No Governo do Estado, o secretário da Saúde, André Motta Ribeiro, confirmou à Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e TV (Acaert) que permanece na pasta, após conversa com a governadora interina, Daniela Reinehr.

A medida controversa anunciada pela governadora de liberar o tratamento precoce contra a Covid-19 tem a assinatura do secretário de Saúde. Na prática, permite o uso de medicamentos como a cloroquina, sem comprovação científica, antes da confirmação laboratorial do coronavírus.

Vacina é prometida pelo governo de SP

Em São Paulo, o governador João Dória anunciou para o dia 20 de novembro a chegada das 120 mil primeiras doses da Coronavac, produzidas em parceria pelo Instituto Butantan e patenteada pela chinesa Sinovac.

Na região, o secretário de Saúde de Criciúma, Acélio Casagrande, mantém a cautela sobre a possibilidade das vacinas chegarem à cidade.

“A vacina tem a legislação muito clara: ela é de competência do Ministério da Saúde. Não impede que os estados se mexam também e adquiram. Mesmo que o município tivesse hoje o movimento como gostaria, de comprar, nós não podemos, porque não temos a vacina aprovada com a Anvisa. Vamos aguardar com serenidade para não fazer bobagem, esperar o ministério e a Anvisa”, apontou Casagrande.

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