Criciúma: assembleia dos mineiros gera discórdia no sindicato

Na última sexta, presidente sindical determinou formação da comissão eleitoral para esta quinta-feira

Sindicato atualmente conta com diretoria provisória (Foto: Arquivo/Lucas Colombo/TN)
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Virou polêmica no Sindicato dos Mineiros de Criciúma e Região a convocação para a assembleia que definirá a comissão eleitoral para as eleições do novo presidente. Um grupo de trabalhadores contestou o que chamou de um “processo às escondidas”. O atual presidente do Sindicato, Djonatan Elias, respondeu que os prazos estão sendo respeitados e é urgente a realização do pleito.

“É uma eleição que os mineiros esperam há anos. Um pequeno grupo está tentando ganhar tempo, porque estão estabilizados há mais de seis anos. O prazo que estabelece o estatuto da entidade foi respeitado e acredito que a convocação dessa assembleia é uma vitória para a categoria, que está há seis anos sem que o sindicato de fato tenha uma diretoria construída”, disse Elias.

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Segundo o presidente do Sindicato, um grupo de “meia dúzia” de trabalhadores encontra-se com estabilidade em uma carbonífera, devido à decisão judicial que impede a demissão enquanto não houver a eleição definitiva de uma presidência no sindicato.

“Nós somos diretoria provisória há mais de cinco anos, a entidade precisa regulamentar isso. Acreditamos que é necessário que as eleições saiam o quanto antes e dentro do prazo que estabelece o estatuto”, argumenta Elias. “Essa garantia de emprego para meia dúzia de trabalhadores prejudica toda a categoria que não tem um sindicato forte e organizado”, acrescenta.

Segundo Elias, a assembleia marcada para  próxima quinta-feira, que foi chamada na sexta-feira da semana passada, formará uma comissão com três trabalhadores, que serão os responsáveis por definir o processo eleitoral, ainda sem data para ocorrer.

“Estou convicto e confiante de que a assembleia vai e deve ser realizada para que os mineiros possam novamente ter um sindicato forte e organizado. Respeitando todos os prazos do estatuto, é possível que ainda tenha eleição neste ano. Quem vai decidir é a comissão eleitoral”, aponta Elias.

O presidente do Sindicato citou ainda o atual tesoureiro, que é um dos que contestam a realização da assembleia na quinta-feira. A reportagem tentou contato com Leandro Formentin, mas não obteve retorno.

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