Covid-19: Preocupação com as festas de final de ano

Infectologista ressalta que basta a aglomeração de pessoas que não estão no convívio diário para que o risco de contaminação por Covid-19 aumente. Número pode crescer significativamente em janeiro

Foto: Guilherme Cordeiro/ Arquivo TN
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Tiago Monte

Criciúma

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As comemorações de final de ano estão tirando o sono da comunidade médica. Em virtude da pandemia do coronavírus, a recomendação é para que não haja reunião durante as festividades. Entretanto, o que se observa é exatamente o contrário: pessoas ignorando as orientações e se aglomerando, como em um ano normal, e aumentando o risco da contaminação.

Mesmo em reuniões com poucas pessoas, a chance de contrair o vírus aumenta bastante. “Não necessariamente precisa de um número grande de pessoas. Bastam poucas pessoas, mas tendo uma contaminada já transmite o vírus para as outras. Se reunindo com pessoas diferentes do teu convívio diário, o risco já existe. Uma família com poucas pessoas, por exemplo, que recebe um casal de fora, já está exposta a uma possível contaminação”, explica o médico infectologista e diretor técnico do Hospital São José (HSJ), Raphael Elias Farias.

Sendo assim, o ideal é evitar contato com pessoas que não fazem parte da rotina. “Esses momentos de aglomeração, e de estar juntos em família, mesmo que sejam poucas pessoas, mas que não sejam do convívio diário, são onde podem haver uma maior transmissibilidade do vírus, pois as pessoas ficam conversando muito tempo, próximas e sem máscaras”, diz.

Quanto maiores as reuniões, maior a facilidade de transmissão do vírus. “Esse é o ambiente propício para a transmissão do vírus. Quanto maiores as reuniões, com mais pessoas, em maior quantidade, ou seja, nestas festas de final de ano, onde vários se encontram, dentro deste contexto, maior a facilidade de transmissão e, ao longo do tempo, a gente ter o aumento de casos”, destaca. “Higiene das mãos é muito importante”, completa Farias.

Casos diminuem, mas atenção aumenta

Na última semana, o número de casos tem diminuído, porém, há um alerta ligado pois há muitas pessoas com o vírus ativo e em circulação.“Na verdade, há uma preocupação, apesar da queda no número de casos da última semana para cá. A realidade é que houve uma diminuição no número de internados, mas ainda temos em torno de 700 pessoas com a doença em atividade, em Criciúma. Ou seja, tem pessoas com a doença em atividade e que podem transmiti-la”, comenta.

O resultado das aglomerações de Natal e Réveillon apareceram na primeira quinzena de janeiro. “Tudo isso, nós veremos de duas para três semanas, que é o tempo da pessoa se infectar, começar a ter sintomas leves para depois precisar da internação e, a seguir, de leitos de UTI. Então, é uma curva de crescimento lento, no início, para depois ter um aumento progressivo”, comenta. As internações podem aumentar até o dia 21 de janeiro.

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