Covid-19: Equipes de saúde estão no limite, alerta presidente da Ahesc

De acordo com dados da Secretaria da Saúde, a ocupação de leitos de UTI ultrapassou a marca de 88% nesta terça-feira

Foto: Robson Valverde/ SES

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O avanço no número de casos e óbitos por coronavírus (Covid-19) em Santa Catarina tem preocupado os gestores de hospitais filantrópicos do Estado. Segundo o presidente da Associação de Hospitais do Estado de Santa Catarina (Ahesc), Altamiro Bittencourt, a alta demanda está prejudicando a disponibilidade de equipes de saúde.

De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES), a ocupação de leitos de UTI ultrapassou a marca de 88% nesta terça-feira (8). Ao todo, são 651 pacientes internados em tratamento intensivo contra a Covid.

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“A situação é preocupante. Nós estamos numa fase das mais difíceis que vivemos até agora. A pandemia requer toda a atenção das autoridades que comandam o sistema de saúde”, disse Bittencourt.

“Daqui a pouco mais, podemos ter recursos financeiros, mas não temos recursos humanos. Isso é o colapso do sistema. […] Depois que a situação ficar incontrolável, não tem mais jeito”, acrescentou.

Segundo entidades de profissionais de saúde, muitos deles estão afastados por doença, por serem de grupo de risco, ou ainda pela infecção de algum familiar. Além disso, existe uma preocupação com o estresse entre aqueles que estão na ativa.

O problema inclui médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, mas também profissionais de limpeza e assepsia, zeladoria e alimentação nas unidades hospitalares.

O governo do Estado já prometeu garantir o pagamento de leitos de UTI nos hospitais filantrópicos, mas o desafio das equipes é mais complicado. “Tem que habilitar mais leito sim, mas para habilitar, nós precisamos de profissionais disponíveis. E isso nós estamos trabalhando […] Se a população não fizer sua parte, não adianta encher o hospital de dinheiro”, disse.

Bittencourt pediu ao governador Carlos Moisés da Silva que promova uma campanha de conscientização, com auxílio da imprensa, para que a população colabore. Além disso, aprovou o decreto do toque de recolher e afirmou que grande parte das contaminações tem origem em festas e reuniões de amigos.

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