Covid-19: Catarinense que mora na Espanha está curada

Foto: Arquivo Pessoal
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Barcelona

Uma notícia boa traz esperança em meio à pandemia causada pelo coronavírus (Covid-19). Natural de Jaguaruna e moradora há dois anos de Barcelona, Deisiane Delfino, de 40 anos, foi infectada pelo vírus. Há oito dias, a catarinense teve o resultado testado como positivo, mas há aproximadamente duas semanas já apresentava sintomas e se manteve em isolamento domiciliar.

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Grávida de cinco meses, Deisiane teve pneumonia e precisou de um aparelho respiratório para lidar com a complicação causada pelo coronavírus. A cada dia, as dores se intensificavam, mas a esperança sempre esteve presente.

Na última sexta-feira, dia 27, Deisiane teve alta do hospital e relata com detalhes como foram os dias de isolamento e internação. Através de um texto escrito por ela neste sábado, dia 28, a catarinense faz um apelo para que as pessoas tenham conscientização que não é apenas uma gripe e reforça a importância do isolamento.

Confira o depoimento de Deisiane Delfino na íntegra:

“Sou covid positivo, estou grávida de 5 meses e tive pneumonia pelo covid. Estive 15 dias doente e 8 no hospital, num setor de isolamento, sem poder ver ninguém, sem receber visita, sem ver meu marido e minha filha. Posso dizer que não é uma gripezinha. Eu tive dores horríveis, febre e mesmo jovem e saudável, tive pneumonia e precisei de ajuda de máscara de oxigênio para respirar.

Tive muito medo, mas me mantive tranquila e confiante e a cada dia ia tendo uma pequena melhora. Mas a minha companheira de quarto, uma senhora de 74 anos, não sobreviveu pra contar a sua história. A saída do hospital foi emocionante. Abri a porta do meu quarto depois de 8 dias e de repente apareceram uns 20 enfermeiros e médicos que aplaudiam a minha recuperação. Que aplaudiam a vida. Nesses 8 dias internada ouvi do meu quarto essa comemoração 3 vezes. Porque eles tiveram que suportar ali mesmo a morte de mais de 70 pessoas essa semana por covid. Eles são incríveis e muito bem preparados, apesar de ser uma doença nova. Trabalham/lutam dia e noite incansavelmente.

Por isso vai meu pedido cuidem-se. Fiquem em casa. Eu fiquei em casa, segui as recomendações do governo, mas talvez nos alertaram um pouco tarde e eu já tinha sido infectada. Não sei de onde veio, mas veio. Costumo dizer que estamos vivendo uma guerra e o inimigo é invisível, está em todos os lados. Não podemos relaxar e achar que a batalha está ganha. Ainda não!!! Nós venceremos, mas temos que estar vigilantes.

E a luta ainda não acabou, volto pra casa e continuaremos o confinamento social, para recuperar-me completamente, superar o abalo emocional, proteger a minha família e a minha comunidade.

Pensem nos que você ama e que te amam. Fiquem em casa!!! Este é um grande ato de amor.”

*Natural de Jaguaruna/SC, filha de Salesio Delfino, vive em Barcelona.

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