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Como funciona a coleta seletiva em Criciúma?
Há 1 mês

Como funciona a coleta seletiva em Criciúma?

Empresa contratada pelo município recolhe material reciclável uma vez por semana; por outro lado, condomínios fazem acordo com catadores

Foto: Arquivo / TN
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Criciúma

Heitor Araujo

A separação do lixo é uma atividade de importância ambiental e econômica. Redes de catadores e recicladores organizam-se nos municípios e o material descartado corretamente é reaproveitado pela atividade industrial. Em Criciúma, a coletiva seletiva é feita por uma empresa, que passa em cada bairro uma vez por semana e leva o material ao Centro de Triagem, onde duas associações fazem a reciclagem.

O sistema acaba sendo desconhecido por parcela da população, enquanto muitos prédios e condomínios apostam em um sistema próprio de reciclagem. É comum o acordo com catadores ou associações de catadores independentes, que passam nos prédios para recolher o material reaproveitável.

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Em relação à coleta seletiva do município, a Fundação do Meio Ambiente de Criciúma (Famcri) tem um aplicativo chamado Rever, em que consta o horário e o dia que o caminhão passa em cada bairro; também há a tabela no site da Famcri. Além disso, visitas de caráter educacional informam aos cidadãos como separar e descartar o lixo.

“A gente indica em trabalhos de educação porta a porta a colocar fora da lixeira. Na lixeira normal, em frente à casa, é o lixo comum. Abaixo da lixeira, em local separado, é o lixo reciclável. A indicação é que coloque o lixo reciclável no dia em que o caminhão passa”, detalha Anequésselen Fortunato, presidente da Famcri.

 

Coleta própria

A grande quantidade de lixo produzido em cada residência fez com que muitas administrações de prédios e condomínios optassem por um sistema próprio de coleta seletiva: catadores e recicladores vão até o local para recolher o lixo reciclável mais de uma vez na semana.

De acordo com o professor de geografia da Unesc, Mario Ricardo Guadagnin, pesquisador em Coleta Seletiva com inclusão social de catadoras e catadores, trata-se de uma prática positiva para os próprios catadores e recicladores.

“É comum esse tipo de acordo e é interessante que aconteça. Já houve trabalhos dentro da universidade em que foram feitos trabalhos de conscientização ambiental para esse trabalho de separação. É uma relação de solidariedade entre os condôminos e os catadores identificados por eles para a remoção do material”, destaca.

Esse sistema foi implantado em um prédio na rua Dolário dos Santos, centro da cidade, desde fevereiro do ano passado. A síndica, Marinês Benedet, diz que houve dificuldade inicial para a conscientização dos moradores, mas o resultado atualmente é positivo.

“Melhorou muito no condomínio. Acho que ainda falta mais conscientização para alguns, que ainda não fazem a reciclagem. Quando as pessoas veem os outros reciclando, acabam aderindo. Começar de alguma forma ajuda. Hoje a gente tem até câmera que a gente consegue conversar com a pessoa que coloca algo errado na lixeira”, aponta.

No prédio que tem 42 apartamentos, diariamente eram despachados quatro containers de 240 litros com lixo orgânico. Após o sistema de separação, esse número caiu para no máximo um. O resto é reciclável e é recolhido duas vezes por semana por um catador parceiro.

Esse acordo aconteceu também em um condomínio no Maria Céu, o residencial Moradas da Colina. Há o acordo com uma cooperativa de famílias que trabalham na reciclagem para a recolha do material reciclável. “Tudo o que eles podem usar para vender na cooperativa, o que é reciclável, a gente faz a doação. O orgânico é ensacado e a gente transporta para os fundos do condomínio, que o caminhão leva duas vezes na semana”, explica o síndico, Luis Antonio Silveira.

Como separar

Estudo realizado pelo professor Mario Magagnin indica que 43% do lixo produzido em Criciúma é reciclável: é o papel, plástico, metal ou vidro. “São as embalagens em geral. É fundamental as pessoas olharem as embalagens em geral e observar o símbolo do rótulo da reciclagem que tem na embalagem, aquele símbolo de três setas”, explica Guadagnin.

“Nós estamos em um momento de pensar na economia circular e valorização das matérias primas. Não é mais admissível que a gente pense que em um toque de mágica o lixo desapareça na nossa frente. Nós somos responsáveis pela separação do nosso lixo. Um catador que tria 300 quilos de papelão por dia salva uma árvore. A cada quilo de alumínio reciclado (65 latas) nós evitamos a extração de cinco quilos de minério, que tem impacto ambiental na mina”, conclui o professor.

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