Cocal do Sul: Boa ação a partir da pandemia

Morador de Cocal do Sul, Valter Piccollo produz brinquedos de madeira que serão doados para crianças carentes no Natal

foto: guilherme cordeiro

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Tiago Monte

Cocal do Sul

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A pandemia do novo coronavírus afastou diversas pessoas dos trabalhos, principalmente assim que o vírus surgiu com mais força no Brasil, em meados de março, e não foi diferente com o Sul-Cocalense Valter Piccollo. Aos 62 anos, ele atua como mecânico, mas precisou ficar em casa por seis meses para se proteger da Covid-19.

Desta forma, ele decidiu retomar uma prática que estava esquecida: fabricar brinquedos de madeira. No início dos anos 90, Valter construiu alguns modelos, mas havia parado há algum tempo. “Eu fiz alguns brinquedos, há 30 anos, nas horas de folga, para ornamentação, mas depois não fiz nada mais. Eu sempre gostei de trabalhar com madeira, mas eu trabalhava como empregado e não fazia”, comenta.

Um carrinho para puxar o neto foi o estopim para o recomeço. “Agora, na pandemia, sem ter nada para fazer, resolvi recomeçar. Tudo que tinha para fazer, em casa, já estava feito, então resolvi investir nos brinquedos”, conta Valter.

Ao visitar a fábrica do morador da localidade de Rio Perso, em Cocal do Sul, é inevitável não voltar à infância. São diversas peças atrativas, funcionais e lúdicas para as crianças. E tudo feito de forma sustentável. “Fiquei viúvo há quatro anos e meio e moro sozinho. Com a pandemia, me afastei do trabalho e fiquei em casa por seis meses. Eu moro bem no interior, tem pouca gente para conversar, então faço como diversão”, diz.

Entrega será feita pelos bombeiros

Com o incentivo dos filhos, Valter teve a ideia de fazer mais brinquedos e destiná-los para doação. “Serão levados para as famílias carentes. Eu não tenho contato com as pessoas, então, a entrega será feita pelos Bombeiros. Eles cadastram famílias carentes e farão isso. Inventei isso para fazer uma boa ação”, pontua.

Todo o brinquedo é desenvolvido pelo Sul-Cocalense, inclusive a pintura. “É tudo invenção minha”, diz. Valter não faz ideia de quantos brinquedos já produziu. “Não sei. Não tenho nem ideia, mas não são muitos. Já dei muitos também, até a maioria é dado. Eu comecei a trabalhar de novo, então não sobra muito tempo. Eu faço nos finais de semana e horas de folga”, enfatiza.

Caso haja algum interessado, ele vende os brinquedos, mas apenas por encomenda. “Se fizer pedidos, a gente vende, sim”, confirma. Em meio a tantos brinquedos, Valter escolhe um favorito. “O mais interessante é o trenzinho. Tem uma cordinha para puxar e tudo”, comenta.

Ele produz peças como caminhões, cavalos, minhocão e até uma máquina fotográfica. Tudo em madeira. Os primeiros brinquedos, feitos há três décadas, ainda estão com Valter, mas esses ele não vende. “Tem até um calhambeque. Esses foram dados para os meus filhos, mas não me desfaço, não. Esses são nossos”, finaliza.

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