Chuva da última semana não foi suficiente para reservatórios da região

Samae e Casan pedem para a população fazer uso consciente da água

Foto: Lucas Colombo / TN

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Gustavo Milioli

Cocal do Sul

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Mesmo com a chuva que se fez presente durante boa parte do feriadão de Corpus Christi, os reservatórios de água da região não tiveram mudanças significativas. O sinal continua em alerta para o Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) e para a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan).

Devido à crise hídrica, o racionamento de água voltará a acontecer a partir de hoje, em Cocal do Sul. “Estamos conversando para fazer um rodízio de 10 horas. Estávamos desde quinta-feira da semana passada sem rodízios, deixando o povo respirar um pouco com a água. Agora, nós precisaremos voltar”, explica o diretor do Samae, Marcio Zanetti.

Zanetti detalhou que o abastecimento no município será dividido em três blocos, com o racionamento acontecendo das 8h às 17h. “Nós até temos água, mas não queremos entrar na condição extrema de 36 ou 48 horas. Por isso, é importante preservarmos isso agora”, afirma.

Em Orleans, a seca ainda não interferiu nos fornecimentos de água, porém, a situação também é considerada complicada. “O manancial não recuperou praticamente nada. Estamos bombeando água direto da segunda captação. Antes, trabalhávamos com uma vazão de 70 litros por segundo no manancial principal e ainda sobrava água passando para baixo da represa. Hoje, estamos enviando 45 litros da segunda captação do rio Laranjeiras e não está mandando nada de água para o rio Tubarão. Diminuiu praticamente 70% do nível normal”, esclarece o diretor do Samae de Orleans, Fábio Bett.

Os benefícios da última chuva foram tímidos, mas bem-vindos. “Conseguimos desligar a bomba por 24 horas. Depois, não teve jeito, precisamos ligar novamente. Por isso, pedimos encarecidamente à população o uso consciente, para não precisarmos racionalizar”, completa.

Municípios abastecidos pela Barragem do Rio São Bento seguem sem impactos

Em Siderópolis, a Barragem do Rio São Bento também não sofreu uma recarga significativa. O nível continua baixo no volume de armazenamento. “A chuva não foi suficiente para considerar benéfica para a nossa região. Felizmente ainda estamos em um nível considerável de reservação, mas é bom reforçar o pedido a todos para a redução no consumo de água nesse momento crítico, porque as previsões apontam que apenas no mês de julho teremos uma quantidade maior de chuva”, destaca o superintendente Regional Sul da Casan, Gilberto Benedet.

Os seis municípios abastecidos pela Barragem do Rio São Bento (Criciúma, Nova Veneza, Forquilhinha, Içara, Siderópolis e Maracajá) ainda não passam por problemas de abastecimento, com as operações funcionando normalmente. “Se há algum desabastecimento, é pontual, em virtude de serviços de manutenção que corriqueiramente executamos”, informa. O superintendente ressaltou que o nível da barragem está 4,7 metros abaixo do considerado ideal, ainda dentro da flutuação considerada normal.

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