Balneário Rincão: Família busca ajuda para “anjo da guarda”

Motorista presta socorro para criança com Covid-19, em estado grave, mas bate o carro e fica com grande prejuízo


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Tiago Monte

Balneário Rincão

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Uma história que lembra muito um enredo de cinema. Assim é a história que colocou no mesmo caminho o pequeno Lorenzo Taborda da Silva, de três anos, a mãe dele, Eloína, e o “seu Chico”.

Tudo começou com o problema de saúde do pequeno menino. Na segunda-feira, 17 de agosto, ele sofreu uma convulsão, em casa, e deixou a mãe desesperada. “Eu tinha acabado de sair do postinho, pela segunda vez. Cheguei em casa, coloquei ele deitado e ele teve uma convulsão. Então, no meu desespero, eu peguei ele, desci as escadas do prédio e saí gritando pela rua pedindo socorro”, lembra Eloína.

Neste momento, apareceu o “anjo da guarda”: um homem que atende por “seu Chico”. “Ele nos colocou no carro e levou com urgência para o (Hospital) São Donato. No caminho, o meu filho já estava totalmente sem conseguir respirar e convulsionando. Ele não estava respirando e não tinha batimento. Para mim, ele estava mortinho mesmo, todo roxo, bem feio”, relata a mãe.

Então, em um momento de urgência, o motorista resolveu trafegar pelo acostamento, devido à grande fila formada na SC-445, já em Içara. “Ele foi pelo acostamento e, nisso, outra pessoa teve a mesma ideia e saiu de trás de um caminhão para ir pelo acostamento. Então, ele bateu. Para desviar, ele chocou o carro com um poste”, destaca Eloína.

A situação aconteceu perto do posto da Polícia Militar, no bairro Vila Nova, em Içara. “Ele bateu, mas mesmo assim seguiu. Não sei a manobra que ele fez, porque eu estava desesperada. Ele continuou assim mesmo: com o carro todo estragado na frente. Ele não parou e salvou meu filho. Foi incrível o que ele fez pela gente”, comenta a mãe. “Ele bateu, mas não se importou. Ele continuou e só disse: ‘vamos salvar o seu filho’. E foi, mesmo com o carro naquela situação. Deixou a gente no hospital e não o vi mais. Não falei mais com ele”, completa Eloína.

Prejuízo em mais de R$ 2 mil

A vida de Lorenzo foi salva, mas o prejuízo ficou. A família de Eloína e do marido Heber não tem condições de auxiliar no conserto do carro, um Citröen C4. Então, uma familiar resolveu criar uma vaquinha virtual. “Só de peças vai mais de 2 mil reais para arrumar o carro. A gente não tem condições alguma de ajudar, realmente não temos. Então, veio a decisão da minha cunhada, sabendo de toda a história, de criar a vaquinha virtual”, pontua a mãe. O valor estimado das peças é de R$ 2,2 mil, isso fora a mão de obra.

Além dos custos com o carro do motorista, a família teve um grande gasto com o tratamento de Lorenzo. “Fomos para Tubarão várias vezes. Enquanto ele ficou entubado, ficou sozinho e depois eu fui para lá ficar com ele. Depois, ele voltou, novamente, para o Santa Catarina. Então, tudo isso gerou um gasto, por isso foi feita a vaquinha. Isso é para nos ajudar”, ressalta Eloína.

O link para quem quiser colaborar na vaquinha é esse: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajuda-nos-custos-do-tratamento-do-lorenzo

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