Bacia Carbonífera recebe projeto de educação ambiental do CPRM

Professores participam de curso sobre geociências promovido pelo Serviço Geológico do Brasil

Foto: Janis Morais/CPRM

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Treviso

Além de coordenar a recuperação ambiental da Bacia Carbonífera de Santa Catarina, o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) deu início nesta terça e quarta-feira, 4 e 5, respectivamente, à primeira fase do projeto de educação ambiental. O objetivo é mostrar a importância da recuperação para a comunidade da região e esclarecer os possíveis usos das áreas durante o período de monitoramento nos próximos cinco anos. O Curso de Atualização em Geociências para professores destacou novas metodologias para o ensino das ciências, contextualizou os diversos usos dos minerais na sociedade e discutiu sustentabilidade e mineração.

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No total, 70 professores participaram do curso, realizado em Treviso, e puderam rever conceitos sobre geologia da região, formação das rochas, especialmente do carvão, fósseis, tectônica de placas e aquecimento global. O grupo também aprendeu como é o processo de mineração do carvão, conheceu em detalhes o projeto de recuperação ambiental executado pela CPRM no município. Outro momento importante foi uma oficina que oportunizou diversas práticas para tornar o conteúdo a ser estudado em sala de aula mais interessante, dinâmico e divertido. O curso foi finalizado com uma visita às áreas recuperadas e em monitoramento pelo Serviço Geológico.

De acordo com a geóloga e coordenadora do projeto SGB nas Escolas, Andrea Sander, a ação da CPRM é exemplo de uma agenda positiva da mineração. “Não podemos viver sem bens minerais, eles estão em tudo. Hoje, possuímos legislação e fiscalização ambiental que minimizam o impacto da mineração. Esse debate precisa ocorrer em todo o Brasil e especialmente nesta região em que a União está fazendo grandes investimentos, somando esforços para garantir qualidade de vida para a população ao recuperar áreas degradadas. A mineração em si não é o vilão, a mineração é necessária, o que aconteceu no passado é que não pode mais se repetir”, ponderou.

Para Jucimara de Medeiros, professora da Escola Maria Brogni, em Treviso, o curso foi muito proveitoso. “Foi uma grata surpresa receber esse conhecimento tão importante, pois vivemos em um território onde a extração mineral prepondera e nós não tínhamos nas nossas escolas o conhecimento adequado para trabalhar este tema com as nossas crianças. Agora, através de experiências, exercícios, utilizando a coleção didática de minerais e rochas que recebemos, vamos estar aproximando os alunos de uma consciência ecológica eeducação ambiental no sentido de compreender como essa produção mineral intervêm nas nossas vidas”, avaliou.

O município de Treviso, escolhido como piloto do projeto, depende 70% da sua arrecadação da mineração do carvão. Foi nesta cidade também que o Serviço Geológico entregou, no fim do ano passado, as obras finalizadas da recuperação da área Rio Pio, de 120 hectares que foram explorados na década de 80 por uma mineradora que, sem atenção ao meio ambiente, abandonou o local deixando pilhas de rejeitos a céu aberto com potencial de contaminar solo e águas.

Lançamento

O Projeto de Educação Ambiental da Recuperação da Bacia Carbonífera marcou o início do ano letivo da rede municipal de ensino de Treviso. O ato de lançamento foi conduzido pela responsável do projeto, geóloga Angela Belettini. Para ela, o projeto de educação ambiental tem como objetivo principal apresentar o Serviço Geológico do Brasil para a comunidade escolar e informar sobre os projetos de recuperação ambiental das áreas referente a Treviso S. A. e a CBCA. “Há uma área recuperada na entrada do município de Treviso, a própria população acompanhou a mudança da paisagem lunar para uma paisagem com vegetação, mas não sabe o que é essa obra, quem fez, por que fez, e o quanto esse tipo de atividade é economicamente cara e importante. O projeto de educação ambiental vem para divulgar e disseminar essas informações, agregando conhecimento para os professores e crianças do município e região que convivem com essa temática no seu dia a dia”, destacou.

A secretária municipal de Educação, Juliana Salvador, deu boas-vindas aos professores, agradeceu a parceria com a CPRM e reforçou a importância de momentos de formação para troca de conhecimento e a força do trabalho em conjunto para o sucesso do ano letivo de 2020. “O objetivo é que as professoras tenham esse conhecimento para transmitir em sala de aula porque muitos pais de alunos trabalharam nessas áreas que hoje estão recuperadas e os alunos passam por ali e nem sabem o trabalho de mineração que foi feito. É muito enriquecedor as professoras dizerem que foi um excelente curso e elas já estão organizando as ações para trabalhar em sala de aula”, elogiou.

No ato, Vinícius Pasquali, da Fundação Municipal de Meio Ambiente (Funtrev) também agradeceu a parceria com a Secretaria de Educação e o Serviço Geológico do Brasil para promover a educação ambiental. “Trazer para sociedade a importância da recuperação ambiental de áreas degradadas por meio da escola, oferecendo aos professores conhecimento e vivências práticas que serão passadas aos alunos, é fundamental”, destacou.

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Em: Treviso

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