Araranguá: Ciclovia tem mais oito meses para ser concluída

Um dia antes da eleição, máquinas foram retiradas da pista e gerou descontentamento na população

Foto: Guilherme Cordeiro/TN
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Heitor Araujo
Araranguá

Desde 2018 estão na rodovia que liga o centro de Araranguá a Morro dos Conventos as obras para a implantação de uma ciclovia. O projeto prevê 8,2 quilômetros de faixa exclusiva para ciclistas e ainda tem mais oito meses para conclusão, de acordo com o poder público.

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No último fim de semana, a retirada das máquinas da rodovia pegou a população local de surpresa, após 15 dias de obras mais intensas de pavimentação para a ciclovia.
Atualmente, 3,5 quilômetros já receberam a camada de asfalto, ainda sem as sinalizações e o canteiro que separa o espaço destinado às bicicletas do espaço destinado aos automóveis.

A situação gerou certa insatisfação de parte da população, enquanto a prefeitura responde que está tudo dentro do planejado.

Problemas de licitação, trâmites burocráticos para o acesso aos R$ 2,2 milhões destinados pelo Ministério do Turismo via Caixa Econômica Federal e ajustes no projeto são alguns dos motivos citados pelo prefeito, Mariano Mazzuco, pelo tempo levado na execução da obra.
Porém, segundo o prefeito, ainda está tudo dentro do cronograma inicial. Quem vive no local reclama da insegurança trazida pela obra ainda inacabada, o que é rechaçado por Mazzuco.”Estão querendo diminuir o valor da obra, então ficam fazendo esse tipo de colocação para a imprensa”, argumenta.

Já em 2018, parte da ciclovia começou a ser construída, em licitação cuja vencedora foi uma empresa de Criciúma. Porém, desacerto entre as partes fez com que houvesse rompimento do acordo e iniciou-se, então, um novo processo licitatório.

Tudo isso demorou mais de um ano para ser resolvido e a nova ordem de serviço partiu já no segundo semestre deste ano.

A retirada das máquinas da pista, um dia antes da eleição, gerou descontentamento nos moradores das margens da rodovia. É o caso da comerciante Jéssica Borges Reus, 26 anos, moradora do bairro Lagoa da Serra.“Acabou a política, acabou a ciclovia, agora é só para a próxima”, lamenta.

“Aqui na frente do nosso negócio não está ruim, mas eles pararam na frente da casa de um senhor e ficou um transtorno para ele”, cita Jéssica. Com a pavimentação em grande parte da ciclovia, mas com a sinalização não colocada, os carros usam a pista para fazer ultrapassagens.

A comerciante diz ser perigosa a situação como está. “É carro circulando em duas vias e também as bicicletas. À noite, sem iluminação, fica perigoso e a gente tem medo que dê algum acidente”, manifesta Jéssica.

Além dos pontos já pavimentados, mas não sinalizados, há desnível entre a pista e o acostamento que já começou a ser trabalhado para posteriormente asfaltado.
A retirada das máquinas um dia antes da eleição, de acordo com Mazzuco, já estava prevista pela empresa, devido a outras obras que a mesma realiza no município.

Outros trechos, que ainda não receberam nenhum trabalho, há muros de casas rente à pista, além de alguns pontos com a vegetação bem próximas da rodovia.

“A sinalização, ela tem só um local que está sendo providenciado, de 200 metros, que foi tirado o material equivocadamente, mas vai ser colocado logo e o resto não oferece perigo nenhum na rodovia, menos aquele local. Amanhã vou dar um jeito”, afirmou Mazzuco. “Só aquele lugar com desnivelamento, o resto não tem nenhum risco. A estrada já era assim, não tem nenhum risco pela não-conclusão da ciclovia”, frisou o prefeito.

Na avaliação da comerciante que mora às margens da rodovia, se a ciclovia for concluída, apresentará uma melhoria para o bairro. “Mas se ficar assim, com certeza vai ser pior”, pondera.

Para o prefeito, a obra será um importante legado deixado à cidade. “Essa obra é um espetáculo, ela atende os munícipes na questão de trabalho, de esporte, de turismo”, comemora.

“A gente já estuda o município a fazer outras ciclovias para fazer essa interligação. Cabe à próxima administração o planejamento, já foi dada a ideia. É uma coisa muito boa, o município tem que ter boas ciclovias, largas, que atendem com mais segurança”, completa. A estimativa é de que, atualmente, Araranguá tem pouco mais de três quilômetros de ciclovias.

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