Amrec tem melhora no cenário da Covid-19

Pela primeira vez, região deixa o quadro potencial gravíssimo, desde o dia 14 de julho. A ocupação dos leitos é o principal fator para a redução do grau, porém, as medidas de prevenção devem seguir vigentes

Foto: Acácio Pinheiro

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Tiago Monte

Criciúma

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Um pequeno sinal de alento para os moradores da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec) na luta contra a Covid-19: a região deixou, pela primeira vez, desde o dia 14 de julho, o quadro gravíssimo na matriz de risco do Governo do Estado. O novo mapa foi divulgado ontem e mantém a Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense (Amesc) como grave. Já a Associação dos Municípios da Região de Laguna (Amurel) voltou a figurar entre o nível gravíssimo.

Os níveis de risco são calculados a partir da combinação de quatro fatores: isolamento social, investigação, testagem e isolamento de casos, reorganização de fluxos assistenciais e ampliação de leitos. Recomendações são sugeridas aos gestores locais, pelo governo estadual, a partir da classificação de cada região no mapa.

A Amrec possuía, ontem, 73% dos leitos ocupados. Uma notória diminuição, em relação às últimas semanas, quando o número se aproximava sempre dos 100%. “Temos notado a diminuição. Sensivelmente. Tínhamos sempre 10 leitos ocupados de UTI, agora são seis ou sete. Na clínica eram 14 ou 15 e, hoje, devem ser uns oito internados”, comenta o diretor do Hospital São Donato, de Içara, Júlio de Luca.

A maior diferença, entretanto, é nos atendimentos do ambulatório de especialidade para Covid-19. “Baixou muito. A gente recebia umas 100 pessoas por dia, agora não estamos atendendo 40”, pontua. “É bem notória a diminuição. Isso é um bom indício”, completa De Luca.

O Hospital São José, de Criciúma, possuía, ontem, 27 pacientes em UTI, sendo 24 confirmados para Covid-19 e três suspeitos. Em leitos de clínicas eram 39 pessoas: 29 confirmados e 10 suspeitos.

Média móvel de mortes tem tendência de queda

Desde de sábado, dia 5, ontem foi a terceira vez que a média móvel de mortes aparece com tendência de queda desde 5 de junho, e a primeira em que a queda supera os 20%. Pelos critérios do consórcio de veículos de imprensa, a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, variações de até 15%, para mais ou para menos, são consideradas indicativo de estabilidade.

Em casos confirmados, eram 4.165.124 brasileiros com o novo coronavírus desde o começo da pandemia. A média móvel de casos foi de 30.333 por dia, uma variação de -19% em relação aos casos registrados em 14 dias. Para calcular a média móvel, basta somar o número de casos ou mortes do dia com o dos 6 dias anteriores.

Os novos números de casos e mortes costumam apresentar queda durante os finais de semana e segundas-feiras, devido à redução temporária das equipes que fazem esses registros. Isso tende a ser compensado com números mais altos o longo da semana. Dessa forma, o feriado prolongado de segunda-feira, dia 7, pode ter influenciado ainda mais na baixa dos últimos dias.

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