Agro É Tudo: Líder em exportação de carne suína

Santa Catarina fica em primeiro lugar no Brasil. Produtor de Forquilhinha adotou o ramo como negócio principal há 14 anos


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Tiago Monte

Forquilhinha

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O projeto Agro É Tudo fala sobre o agronegócio no Sul de Santa Catarina. Em um material especial, você acompanha, diariamente, aqui no portal tnsul.com todos os detalhes sobre as principais atividades, com dados e números que movimentam a economia da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec) e da Associação dos Municípios do Extremo Sul (Amesc).

No primeiro semestre do ano, Santa Catarina exportou 243,8 mil toneladas de carne suína, com faturamento de mais de US$ 545,8 milhões. Esses são os maiores valores já registrados pelo Estado desde o início da série histórica, em 1997. Os catarinenses responderam por 56% de toda carne suína exportada pelo Brasil durante o ano. De janeiro a junho, o estado ampliou em 20,6% a quantidade embarcada para outros países e em 38,6% o faturamento em relação ao mesmo período do ano anterior.

Um produtor de Forquilhinha adotou o ramo como negócio principal há 14 anos. Valdemar Zocche tem granja própria na cidade, além de outras unidades em Braço do Norte e Jaguaruna. “Isso é coisa minha mesmo. Não tem negócio de família. Eu trabalhava com venda da linha biológica para vacinas. Eu atendia as granjas dos produtores, então, cansei de ensinar os outros e resolvi botar o meu negócio”, diz.

Zocche tem acordo com um frigorífico de Braço do Norte e repassa toda a produção ao cliente. A qualidade dos suínos é um dos diferenciais de Valdemar. “A produção é feita por semana e a alimentação é à base de milho e soja. Suplementa com vitamina. Não tem nada de agrotóxico: é tudo natural. Quando precisa é só antibiótico, mas hoje eles são liberados. O que é proibido não se usa”, pontua.

O relato dos animais é feito através de um documento. “Quando o animal vai para o frigorifico, acompanha uma folha dizendo tudo o que aconteceu com ele, desde o dia que nasceu. O que foi feito e tudo mais. Tem lista de vacinação, se precisou de choque, tratamento com medicamento, qual usou, quantos dias, porque usou… Hoje é tudo assim. Não tem como burlar”, enfatiza.

Em cinco meses e meio, Valdemar consegue desenvolver animais, desde o nascimento até o repasse ao frigorifico.“O suíno é semanal. Ele nasce por semana e morre por semana. Um pouco, eu compro e outra parte eu faço, mas tenho parceiros que produzem para mim”, comenta.

Além dos suínos, Valdemar produz também bovino de corte e tem uma empresa que distribui a linha biológica de vacinas. “Meu negócio hoje é a produção de suínos. Meu filho me acompanha e está dando sequência no negócio. Tocamos como empresa”, finaliza.

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