Aglomero na praia pode reverter curva decrescente de pandemia na Amrec

No feriadão, imagens na Praia do Rosa chocam quem ficou em casa e especialistas da saúde; municípios costeiros trabalham na conscientização da população

Foto: Arquivo/ Divulgação OCP News
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Circulou nas redes sociais no feriadão de Nossa Senhora Aparecida imagens da Praia do Rosa lotada de pessoas, em aglomeração e sem os devidos cuidados – como o uso de máscara – em meio à pandemia. Ainda na primeira onda do coronavírus, mesmo que em fase de queda, parcela da população não se acostumou ao “novo normal”, que requer atenção para evitar o contágio do vírus, e há o temor na área da saúde de que a curva de pandemia possa voltar a crescer.

Turismo

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O verão é a época mais próspera para a economia dos municípios da beira-mar no Sul catarinense, como o Balneário Rincão e Balneário Arroio do Silva, onde o turismo é responsável por 40% da economia. Nas duas orlas, houve a presença de pessoas para aproveitar o mar e livrar-se momentaneamente do calor do feriado de segunda-feira. Porém, as autoridades públicas não detectaram aglomerações como houve no Rosa.

No Rincão, de acordo com a secretaria de Desenvolvimento Econômico, a estimativa é de que mais de 5 mil pessoas tenham acessado o município. Público que provavelmente esteve na faixa de areia, mas em horários e localidades esparsas, que evitaram as notificações de aglomerações. “Neste fim de semana a gente não teve nenhum evento que atraísse multidão, embora o fluxo de veículos saindo do balneário tenha sido do nível de verão”, afirma Adroaldo Faraco, titular da pasta.

A prefeitura mantém as equipes de prontidão para conscientização e um canal para denúncias de irregularidades em meio à pandemia – concentração de pessoas em um curto espaço físico ou o não uso de máscara. Também chefe de fiscalização do município, Faraco afirmou que não houve nenhuma denúncia recebida neste fim de semana. Porém, há o temor de que com a incidência de fins de semana com temperaturas mais elevadas, aumente o número de pessoas na praia.

“Vamos conversar com o prefeito hoje (ontem) para definir alguma ação. A princípio está mantido o que vínhamos fazendo: o carro de som passando as orientações e do pessoal da fiscalização de fazer as abordagens das pessoas e estabelecimentos”, pontua.

Economia

No Arroio do Silva, cujo principal atrativo turístico são os eventos à beira-mar e no balneário, a secretaria de Turismo mantém a rotina de orientação e fiscalização. O desafio para o verão será em como recepcionar os turistas, em conformidade com as orientações da área da saúde.

“A gente fica entre a cruz e a espada. O município e o comércio local dependem do verão. Temos vários eventos, como o réveillon e o carnaval, esse ano a gente tem essa experiência nova, porque não poderemos ter esses eventos, vamos ter que adotar e trabalhar em novas formas”, afirma Joey Ramone da Silva, secretário de Turismo. “Primeiro vamos pensar na saúde, conversar mais com a secretaria e com o setor de epidemiologia. Vamos fazer tudo com o consentimento da saúde”, conclui.

O Rosa “parecia um carnaval”, diz criciumense

Também nas redes sociais, é rotineiro o “partiu Rosa” entre os grupos de amizades dos criciumenses. A praia de Imbituba é um dos principais destinos turísticos do litoral Sul catarinense e vem registrando consequentemente imagens de aglomero aos fins de semana. Na segunda-feira, os limites foram mais do que extrapolados: a superlotação na areia chocou quem ficou em casa em meio à pandemia, mas também quem foi até a praia com o intuito de relaxar.

A estudante de pedagogia, Heloísa Delfino Ricardo, 21 anos, decidiu pela primeira vez deslocar-se até o Rosa desde o começo da pandemia, junto a um pequeno grupo de amigos. O objetivo era aproveitar a praia, em um espaço isolado na areia. Porém, o que encontrou lá foi um cenário bem diferente, de sábado a segunda-feira.

A matéria completa você confere na edição impressa desta quarta-feira

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